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Mostrando postagens com o rótulo Pró vitima

Ela se chama CRIOLA, tem 34 anos, e é a prova de que mulheres negras organizadas podem mudar o Brasil

Organização que atua há mais de três décadas no combate ao racismo contra mulheres e meninas negras, cis e trans, celebra seu aniversário personificando sua própria trajetória personificação de CRIOLA criada por IA   Ela se chama CRIOLA. Nasceu em 1992 e completa 34 anos. Esse é o retrato de uma vida inteira construída a muitas mãos, cheia de conquistas. É essa mulher que CRIOLA, organização de mulheres negras, escolhe apresentar neste aniversário: uma síntese do que mulheres negras brasileiras vêm construindo, coletivamente, e do que a própria organização ajudou a construir.   CRIOLA nasceu de um movimento. No ano de seu nascimento, mulheres negras do Brasil e da América Latina já se articulavam para colocar seus direitos na pauta pública, e o 25 de julho se tornava o Dia da Mulher Negra latino-americana e caribenha. Ainda criança, CRIOLA integrou a Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), que levaria essa voz coletiva até a Conferência de Durban da ...

Pró-Vítima pede à PGR federalização do caso Mariana Ferrer antes de nova audiência em SC

  Ao reconhecer violações contra a jovem e anular, em junho, absolvição do acusado por estupro, STF decidiu pela reabertura do processo em 1ª instância; Instituto defende Incidente de Deslocamento de Competência (IDC), da esfera estadual para a federal, a fim de evitar nova revitimização e constrangimentos à vítima   O Instituto Brasileiro de Atenção e Proteção Integral a Vítimas (Pró-Vítima) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pela federalização do caso Mariana Ferrer. Em recente decisão, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a absolvição do acusado de estupro da jovem e determinou a reabertura do processo em primeira instância (Santa Catarina). O Pró-Vítima defende a transferência da ação da esfera estadual para a competência federal, a fim de evitar revitimização e novos constrangimentos à Mariana.   Vítima de violência sexual em 2018, em Florianópolis-SC, segundo o Ministério Público (MP), Mariana foi submetida à tortura psicológica...

EUA x Venezuela: os limites entre o direito à guerra e o combate ao crime organizado

  Dra. Celeste Leite dos Santos (MP-SP)*   O combate ao crime organizado transnacional é, sem dúvida, prioridade mundial. Cartéis de drogas, redes de tráfico e facções impõem violência, geram instabilidade e causam sofrimento à sociedade. No entanto, quando governos decidem enfrentar tais redes por meio de operações militares deflagradas em outros Estados, esbarramos, flagrantemente, em fronteiras jurídicas delineadas ao longo de décadas de luta e de intensos debates internacionais.   O recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela, com a captura de seu presidente, Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela), e de sua esposa, Cilia Flores, sob a justificativa de conter o narcotráfico, evidencia os riscos latentes em se misturar crime organizado com o uso (imperialista) de força militar.   Neste contexto, é essencial recordar os princípios do direito à guerra, especialmente no que tange à distinção entre jus ad bellum (direito de recorrer ao confronto armad...

Órfãos do Feminicídio: a necessidade do Estatuto da Vítima no Brasil e de acolhimento às famílias enlutadas

  Dra. Celeste Leite dos Santos* Em alta no Brasil, lamentavelmente, com direito a casos repugnantes reportados pela Imprensa todos os dias, o feminicídio é tipificado como crime hediondo. Caracteriza-se pelo assassinato de mulheres em razão do gênero – por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação. Tem pena mínima de 20 anos de reclusão e máxima de 40, com agravantes que elevam ainda mais o rigor. Como promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), lido, cotidianamente, com a dor e a devastação causadas por esse tipo de delito. Crianças e jovens que perdem suas mães, muitas vezes, pelas mãos cruéis de seus próprios pais, experimentam, com a orfandade, trauma profundo, luto complexo e uma desestruturação familiar que impacta, para sempre, o desenvolvimento físico, psicológico e social. Não raramente, precisam de suporte especializado em Saúde Mental e Educação. Para as famílias enlutadas, os abalos emocionais são severos, acrescidos do estigma do...