Organização que atua há mais de três décadas no combate ao racismo contra mulheres e meninas negras, cis e trans, celebra seu aniversário personificando sua própria trajetória personificação de CRIOLA criada por IA Ela se chama CRIOLA. Nasceu em 1992 e completa 34 anos. Esse é o retrato de uma vida inteira construída a muitas mãos, cheia de conquistas. É essa mulher que CRIOLA, organização de mulheres negras, escolhe apresentar neste aniversário: uma síntese do que mulheres negras brasileiras vêm construindo, coletivamente, e do que a própria organização ajudou a construir. CRIOLA nasceu de um movimento. No ano de seu nascimento, mulheres negras do Brasil e da América Latina já se articulavam para colocar seus direitos na pauta pública, e o 25 de julho se tornava o Dia da Mulher Negra latino-americana e caribenha. Ainda criança, CRIOLA integrou a Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), que levaria essa voz coletiva até a Conferência de Durban da ...
*Por Marcela Zitune, superintendente do Instituto da Oportunidade Social (IOS) Muito se fala sobre a Geração Z, mas pouco sobre a realidade dos jovens periféricos do Brasil, que representam mais de 23% da população e vivem majoritariamente nas classes C, D e E. Esses jovens sonham em crescer, trabalhar e conquistar autonomia, mas enfrentam barreiras que se repetem geração após geração: escolas que não preparam para o mundo do trabalho, empresas que exigem experiência para o primeiro emprego, discriminação por território e classe e a ausência de políticas efetivas de transição entre educação e trabalho. Discutir diversidade sem falar da inclusão produtiva de jovens é enxergar apenas a superfície do problema. A base de equipes diversas e inovadoras não está na contratação em si, mas no acesso prévio ao aprendizado e às oportunidades que tornam o emprego possível. O estudo “Jovens Periféricos no Mercado de Trabalho Brasileiro”, realizado pelo IOS em ...