*Por Marcela Zitune, superintendente do Instituto da Oportunidade Social (IOS) Muito se fala sobre a Geração Z, mas pouco sobre a realidade dos jovens periféricos do Brasil, que representam mais de 23% da população e vivem majoritariamente nas classes C, D e E. Esses jovens sonham em crescer, trabalhar e conquistar autonomia, mas enfrentam barreiras que se repetem geração após geração: escolas que não preparam para o mundo do trabalho, empresas que exigem experiência para o primeiro emprego, discriminação por território e classe e a ausência de políticas efetivas de transição entre educação e trabalho. Discutir diversidade sem falar da inclusão produtiva de jovens é enxergar apenas a superfície do problema. A base de equipes diversas e inovadoras não está na contratação em si, mas no acesso prévio ao aprendizado e às oportunidades que tornam o emprego possível. O estudo “Jovens Periféricos no Mercado de Trabalho Brasileiro”, realizado pelo IOS em ...