Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo estatuto da vitima

A mensagem que atravessa o oceano: Ana Poltera leva a valorização da vida de Portugal à Suíça

  Quando o autoconhecimento e a superação se transformam em propósito, a palavra ganha força para cruzar fronteiras e transformar realidades. É exatamente essa a missão que a empresária, escritora, palestrante e mentora Ana Poltera vem desempenhando na Europa. No último dia 14 de setembro, Ana participou do evento “Conexão Global Portugal” , realizado nas instalações da Jethro International, em Paço de Arcos (concelho de Oeiras). O encontro reuniu empresárias, empreendedoras e profissionais de diversas áreas em um ambiente voltado para o desenvolvimento interpessoal, a troca de experiências e a criação de novas pontes profissionais. A passagem por solo luso serviu como preparação para um passo ainda maior: nos próximos dias, Ana Poltera lidera em Lausanne, na Suíça — país onde reside —, a programação do “Conexão Global Suíça - Edição Setembro Amarelo: conectar é acolher” . Transformando dores em caminhos de cura Radicada no país helvético, Ana desenvolve um trabalho focado em fert...

Suzane Richthofen na Netflix: o crime como espetáculo, o bem jurídico violado e o desrespeito às vítimas

  *Dra. Celeste Leite dos Santos (MP-SP) e Delegada Elisabete Sato (SSP)   O caso Suzane von Richthofen à luz da mais nova série da Netflix suscita questões relevantes para o Direito Penal, para a Vitimologia, para a Política Criminal e, não menos importante, para a aplicação do Estatuto da Vítima - Projeto de Lei (PL) 3890/2020. A análise jurídica deve considerar o impacto social da representação midiática de crimes graves e a necessidade de se preservar a dignidade das vítimas, conforme diretrizes constitucionais e internacionais.   Afinal, Suzane, personagem da produção anunciada pela plataforma de streaming, vale destacar, foi condenada a 39 anos e 6 meses pelo assassinato (a pauladas) dos pais, a psiquiatra Marísia von Richthofen e o engenheiro Manfred von Richthofen. Cometido em outubro de 2002, o crime entrou para a lista dos mais chocantes da crônica policial brasileira.   Do ponto de vista dogmático, o “culto ao criminoso” pode ser compreendido pela Criminol...

Órfãos do Feminicídio: a necessidade do Estatuto da Vítima no Brasil e de acolhimento às famílias enlutadas

  Dra. Celeste Leite dos Santos* Em alta no Brasil, lamentavelmente, com direito a casos repugnantes reportados pela Imprensa todos os dias, o feminicídio é tipificado como crime hediondo. Caracteriza-se pelo assassinato de mulheres em razão do gênero – por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação. Tem pena mínima de 20 anos de reclusão e máxima de 40, com agravantes que elevam ainda mais o rigor. Como promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), lido, cotidianamente, com a dor e a devastação causadas por esse tipo de delito. Crianças e jovens que perdem suas mães, muitas vezes, pelas mãos cruéis de seus próprios pais, experimentam, com a orfandade, trauma profundo, luto complexo e uma desestruturação familiar que impacta, para sempre, o desenvolvimento físico, psicológico e social. Não raramente, precisam de suporte especializado em Saúde Mental e Educação. Para as famílias enlutadas, os abalos emocionais são severos, acrescidos do estigma do...