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Mostrando postagens com o rótulo Assédio em crianças

A proteção das crianças na Internet: indefinição jurídica que enfraquece a responsabilização e favorece a impunidade

  Paulo Serra* Nos últimos dias, um vídeo publicado pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira, o Felca, acendeu um debate que não pode ser ignorado: até onde vai e como deve ocorrer a exposição de crianças nas redes sociais? A Internet é um espaço de oportunidades, mas, também, de ameaças. Quando envolve menores de idade, o perigo se multiplica: exploração sexual, aliciamento, bullying, uso indevido de imagem, entre outros crimes não menos graves. No caso levantado pelo influencer, a preocupação se amplia pela ligação com temas sensíveis, como pedofilia e difusão de conteúdo ilegal. Não de hoje, uma boa parte do que circula on-line fica numa espécie de “limbo jurídico”. Não está claro quem deve responder: o usuário que publicou, a plataforma que permitiu a circulação, ou ambos? Ao meu ver, tal indefinição enfraquece a responsabilização e favorece a impunidade. Afinal, o que é aceitável na rede? Precisamos falar em regulamentação, sim! Importante frisar que não se trata de censura, mas...

Por que o vídeo do Felca viralizou? Especialista explica como a “infância virou KPI” e a dopamina se tornou modelo de negócio na internet

  Um vídeo recente publicado pelo criador de conteúdo Felca no Instagram e outras plataformas tem repercutido de forma massiva, mas, segundo especialistas, o fenômeno vai muito além da habilidade do influenciador diante das câmeras. A gravação gerou milhões de visualizações e milhares de comentários, levantando reflexões sobre o modelo de consumo de conteúdo que domina a internet. Para o advogado e especialista em marketing digital Vitor Lanna, o viral não é fruto apenas do talento individual ou de uma produção caprichada, mas de um sistema que aprendeu a transformar atenção em moeda e infância em métrica. “A infância virou KPI. A dopamina virou modelo de negócio. O vídeo do Felca é relevante não só pelo que ele diz, mas porque expõe um problema maior: vivemos numa era em que crianças são usadas como isca para gerar cliques, e onde o conteúdo raso mantém as pessoas presas em um ciclo de distração constante”, explica Lanna. Segundo o especialista, o motivo para tamanha repercussão e...