Por José Guilherme Merchiori O mercado global de medicina preventiva, que engloba tecnologias e serviços voltados à prevenção, detecção precoce e gestão de doenças, deve atingir US$ 485 bilhões até 2033, segundo estudo da iHealthcareAnalyst. Esse movimento global se traduz, no Brasil, em necessidade de controlar sinistralidade e custos assistenciais crescentes. No entanto, atualmente, o setor de operadoras e autogestões enfrenta desafios recorrentes, como a pressão sobre a sinistralidade, o crescimento da judicialização e beneficiários cada vez mais exigentes em relação ao acesso e à experiência. Além disso, impacto em reajustes, margens e competitividade, e o risco de perda de beneficiários quando a experiência é ruim têm alterado significativamente a dinâmica do setor, ampliando a pressão sobre operadores e autogestões, especialmente diante de índices de sinistralidade que já ultrapassam 85% no Brasil, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Ness...
Obstinados, quando o árbitro encerra uma final de Copa do Mundo, as câmeras imediatamente procuram um rosto que possa representar a dimensão daquela conquista. O capitão ergue a taça, o autor do gol decisivo é cercado pelos companheiros e o melhor jogador recebe os aplausos de um estádio que tenta transformar uma história coletiva em uma imagem simples, fácil de guardar na memória. É natural que seja assim. Toda grande narrativa parece precisar de um herói. Quando a Espanha conquista uma Copa do Mundo, muitos nomes surgem para ocupar esse lugar. Tem o destaque para enaltecer o talento dos jovens que simbolizam uma nova geração, quem exalte a segurança dos mais experientes e quem atribua ao treinador o mérito de ter organizado uma equipe capaz de chegar ao último jogo sem conhecer a derrota. Mas talvez a maior força dessa seleção esteja justamente na dificuldade de escolher apenas um protagonista. A Espanha não venceu porque um jogador decidiu todas as partidas sozinho, nem p...