Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo proteção a mulheres

Ser Host vai muito além de fazer perguntas - Por Claudio R.Palermo

Ser Host vai muito além de fazer perguntas.  É criar conexões, conduzir conversas e gerar experiências memoráveis.  Ao longo da minha trajetória no rádio, podcasts, eventos e apresentações corporativas, percebi que muitos profissionais possuem conhecimento, mas ainda encontram dificuldades para conduzir entrevistas com segurança, naturalidade e presença.  Por isso desenvolvi minha Mentoria para Hosts, um treinamento prático para quem deseja apresentar podcasts, eventos, lives, programas de rádio e entrevistas com mais confiança e profissionalismo.  Durante a mentoria, trabalhamos técnicas de postura, improviso, controle emocional, elaboração de perguntas, escuta ativa e estratégias para criar uma conexão genuína com convidados e audiência.  Um bom host não apenas conduz uma conversa. Ele transforma conteúdo em experiência. Se você deseja elevar seu nível de comunicação e se destacar como apresentador, estou pronto para ajudá-lo nessa jornada. 📲 Informações: (11...

Curso para “homens enfraquecidos” e a tática machista de transformar dominação em vitimização

  Dra. Celeste Leite dos Santos (MP-SP) e Dra. Luciana Inocêncio*   No centro de debates recentes, a proposta de um curso voltado a “homens enfraquecidos”, como “O Farol e a Forja", ministrado pelo ator global Juliano Cazarré e apresentada como resposta a uma suposta crise masculina contemporânea, revela, no fundo, operação discursiva já conhecida: converter privilégio em sofrimento e dominação em vulnerabilidade.   Sob aparência terapêutica e linguagem de acolhimento, este tipo de formulação desloca o foco da violência estrutural contra as mulheres para o desconforto subjetivo dos homens diante da perda de centralidade. Não se trata de negar o sofrimento psíquico masculino, mas de recusar que ele seja interpretado fora das relações históricas que organizam gênero, autoridade e controle. Celeste Leite   Num País em que os índices de feminicídio seguem alarmantes, falar em “homens fragilizados” como eixo principal de uma discussão soa menos como diagnóstico social e m...

Por que mulheres se sentem culpadas ao dizer “não”

  A juíza federal Alessandra Belfort, especialista em carreira, emoções e presença, explica como a educação emocional feminina impacta a culpa, a carreira e a dificuldade de estabelecer limites Dizer “não” ainda é um desafio emocional para muitas mulheres. Mesmo quando estão exaustas, sobrecarregadas ou diante de pedidos injustos, o sentimento de culpa costuma aparecer, como se estabelecer limites fosse sinônimo de egoísmo ou falha moral. Para a juíza federal Alessandra Belfort, especialista em carreira, emoções e presença, esse comportamento não é individual, mas estrutural. “A culpa feminina ao dizer ‘não’ é aprendida. Ela nasce de uma educação emocional que ensinou mulheres a agradar, cuidar e sustentar relações, muitas vezes às custas de si mesmas”, explica. A educação emocional feminina e a dificuldade de negar Desde cedo, muitas mulheres são estimuladas a serem compreensivas, disponíveis e conciliadoras. Em contrapartida, aprendem pouco sobre limites, assertividade e autodefe...

Delegada que mantém feminicídios zerados em Arujá-SP há 4 anos recebe “Prêmio São Paulo” nesta 6ª feira

Também responsável pela Delegacia de Santa Isabel-SP, Regina Campanelli será homenageada às 18h, no Japan Tower, na capital; profissional é pós-graduada em Direito Processual Civil Público e especialista em Combate ao Tráfico Internacional de Drogas, em Direito Penal, em Escuta Especializada de Crianças e Adolescentes, e em Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica A delegada de Polícia Regina Campanelli, que, desde 2023, comanda a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Arujá-SP e a Delegacia de Área de Santa Isabel-SP, receberá o “Prêmio São Paulo” na noite desta sexta-feira (6/2), na capital paulista. Natural da periferia da zona leste paulistana, a profissional, de 42 anos, será reconhecida pela prestação de relevantes serviços na proteção e no acolhimento a vítimas de violência doméstica e pelo fato de Arujá manter há mais de 4 anos índice zero de feminicídio. Idealizado pelo produtor Daniel Steve, a 7ª edição do “Prêmio São Paulo” prestará homenagem a 40 personalidades...

Órfãos do Feminicídio: a necessidade do Estatuto da Vítima no Brasil e de acolhimento às famílias enlutadas

  Dra. Celeste Leite dos Santos* Em alta no Brasil, lamentavelmente, com direito a casos repugnantes reportados pela Imprensa todos os dias, o feminicídio é tipificado como crime hediondo. Caracteriza-se pelo assassinato de mulheres em razão do gênero – por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação. Tem pena mínima de 20 anos de reclusão e máxima de 40, com agravantes que elevam ainda mais o rigor. Como promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), lido, cotidianamente, com a dor e a devastação causadas por esse tipo de delito. Crianças e jovens que perdem suas mães, muitas vezes, pelas mãos cruéis de seus próprios pais, experimentam, com a orfandade, trauma profundo, luto complexo e uma desestruturação familiar que impacta, para sempre, o desenvolvimento físico, psicológico e social. Não raramente, precisam de suporte especializado em Saúde Mental e Educação. Para as famílias enlutadas, os abalos emocionais são severos, acrescidos do estigma do...