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Mostrando postagens com o rótulo Karoline Kantovick

Jornalista Karoline Kantovick dá dicas de como planejar fazer o planejamento da imagem da sua marca para 2026

  Mais do que metas e campanhas, a reputação se constrói com reflexão, coerência e propósito O fim do ano sempre traz aquele momento de balanço: resultados, números, metas alcançadas e novas promessas para o ciclo que começa. Mas quando falamos de imagem e reputação de marca, o planejamento vai além do cronograma de campanhas. Ele exige pausa, escuta e reflexão sobre o que realmente ficou na mente e no coração das pessoas.   A pergunta mais importante talvez não seja  “o que vamos comunicar em 2026?” , mas sim como fomos percebidos em 2025.Reputação se constrói todos os dias, com ações coerentes e narrativas consistentes. Antes de virar a página, vale olhar para trás e identificar o que foi reconhecido, lembrado e comentado sobre a marca tanto pelos clientes quanto pelos colaboradores e parceiros.     Outro ponto essencial é entender se a comunicação realmente expressa os valores e o propósito da empresa. Hoje, as pessoas esperam mais do que campanhas bonitas: q...

Mulheres que comunicam: quando falar também é um ato político

 Por Karoline Kantovick Durante muito tempo, o espaço da fala foi negado às mulheres.  Quando falavam demais, eram vistas como inconvenientes. Quando falavam pouco, como frágeis. Quando falavam com firmeza, como arrogantes. A comunicação feminina sempre foi atravessada por um paradoxo: é preciso ser ouvida sem parecer “intensa demais”. Eu cresci observando esse silêncio aprendido. Vinda de uma família simples, aprendi que “ser educada” era muitas vezes o mesmo que “falar baixo”. Mas foi justamente quando descobri o poder da palavra e o poder de contar histórias que entendi o quanto a comunicação podia ser uma ferramenta de libertação. Falar é existir. Ser ouvida é resistir. A comunicação como território de disputa. A comunicação não é neutra. Como nos lembra a teórica bell hooks, a linguagem é também um espaço de poder — ela pode oprimir, mas também pode libertar.  Quando as mulheres ocupam o microfone, o texto, o post, a câmera, elas não apenas se expressam: elas reescre...