Novo entendimento exige atuação mais rápida das empresas de tecnologia diante de fraudes, anúncios ilícitos e conteúdos que causam danos a usuários e marcas Credito: Freepik A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilização das plataformas digitais inaugura uma nova etapa na regulação da internet no Brasil e redefine o papel das empresas de tecnologia na prevenção e no combate a conteúdos ilícitos online. Considerada uma das mudanças mais relevantes desde a aprovação do Marco Civil da Internet, em 2014, a medida amplia as obrigações das plataformas e reforça a necessidade de respostas mais rápidas diante de conteúdos ilícitos que causam danos a usuários e empresas. Pela nova tese, as plataformas poderão ser responsabilizadas quando, após serem notificadas sobre conteúdos ilícitos, deixarem de agir para removê-los em prazo razoável. A lógica também se aplica a contas denunciadas como falsas ou inautênticas, frequentemente utilizadas em golpes e fraudes digitais...
Dados do IBGE e do Sebrae indicam que a alta taxa de fechamento de empresas no país está mais ligada a fragilidades internas do que à falta de demanda Quando o resultado não vem, o diagnóstico costuma ser imediato e o mercado é apontado como principal responsável. Entram na lista a instabilidade econômica, a carga tributária, o crédito restrito e o comportamento do consumidor. Esses fatores fazem parte do ambiente de negócios, mas raramente explicam o problema por completo. Em muitos casos, funcionam mais como justificativa do que como causa, já que o que limita o crescimento está, com frequência, dentro da própria empresa. O desafio não é identificar oportunidades, mas transformar esse potencial em resultado consistente ao longo do tempo. Os dados ajudam a deslocar a discussão do campo da percepção. Levantamentos do IBGE mostram que mais de 60% das empresas brasileiras encerram as atividades antes de completar cinco anos. Estudos do Sebrae apontam falhas de ...