O medo nos relacionamentos é uma das dores mais profundas que carregamos, e quem já sentiu o peito apertar diante da ideia de se entregar sabe exatamente do que estou falando. Na ótica da psicanálise, esse medo raramente é sobre o presente ou sobre a pessoa que está do nosso lado hoje. Ele é, quase sempre, o eco de feridas antigas, de defesas que criamos na infância para nos proteger da rejeição, do abandono ou do excesso de controle. Amar exige vulnerabilidade, e para o nosso inconsciente, ser vulnerável é um perigo. Por isso, sem perceber, muitas vezes nos boicotamos: nos afastamos quando o outro se aproxima, arrumamos brigas por motivos banais ou escolhemos parceiros indisponíveis. É a nossa mente tentando nos poupar de uma dor que ela já conheceu lá atrás. O problema é que esse mecanismo de defesa, que um dia serviu para nos proteger, hoje nos isola e nos impede de viver conexões reais e maduras. É exatamente nesse ponto que o meu trabalho e o da terapeuta Angélica entra...
Levantamento da Axenya também mostra que 62,7% dos profissionais dormem menos de seis horas e 12,2% têm sinais de depressão moderada ou grave Uma avaliação clínica realizada com mais de mil profissionais de 38 empresas brasileiras revelou que 51,6% dos trabalhadores diagnosticados com ansiedade não estão recebendo nenhum tipo de tratamento. O dado foi produzido pela Axenya a partir da aplicação do PHQ-9, instrumento de rastreio validado internacionalmente e utilizado por psiquiatras em consultório. Os dados foram apresentados em conjunto com um levantamento de consumo de medicamentos para saúde mental realizado pela Vidalink com 91 mil beneficiários, o resultado expõe uma contradição que as empresas raramente conseguem ver: saber do problema não está se traduzindo em cuidado. O PHQ-9 é um instrumento de rastreio (screening) de alta qualidade de depressão e ansiedade. Ao contrário das pesquisas de clima e engajamento que dominam o mercado de RH, ele captura sintomas com preci...