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Entenda o que muda com a decisão do STF sobre a responsabilidade das plataformas digitais

  Novo entendimento exige atuação mais rápida das empresas de tecnologia diante de fraudes, anúncios ilícitos e conteúdos que causam danos a usuários e marcas Credito: Freepik A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilização das plataformas digitais inaugura uma nova etapa na regulação da internet no Brasil e redefine o papel das empresas de tecnologia na prevenção e no combate a conteúdos ilícitos online. Considerada uma das mudanças mais relevantes desde a aprovação do Marco Civil da Internet, em 2014, a medida amplia as obrigações das plataformas e reforça a necessidade de respostas mais rápidas diante de conteúdos ilícitos que causam danos a usuários e empresas. Pela nova tese, as plataformas poderão ser responsabilizadas quando, após serem notificadas sobre conteúdos ilícitos, deixarem de agir para removê-los em prazo razoável. A lógica também se aplica a contas denunciadas como falsas ou inautênticas, frequentemente utilizadas em golpes e fraudes digitais...

As redes sociais estão levando o público ao consumo impulsivo e ao endividamento?

As plataformas digitais se consolidaram como vitrines permanentes, onde cada deslizar de dedo revela um novo desejo, um lançamento “imperdível” ou uma tendência que parece unânime. Nesse fluxo constante de estímulos, surge a pergunta: até que ponto essa exposição contínua está empurrando as pessoas para compras impulsivas e, em muitos casos, para o endividamento?   Hoje, as redes funcionam como um grande palco de desejos imediatos. De um lado, criadores exibem “achados” e rotinas de consumo como parte natural do conteúdo. Do outro, marcas investem em anúncios hipersegmentados, calibrados para aparecer justamente quando o usuário está mais vulnerável ou emocionalmente disponível para decidir.   As ondas de consumo reforçam esse efeito. Basta lembrar do boom do pistache, transformado em febre nacional quase da noite para o dia, ou do recente hype do “morango do amor”, que saiu de uma estética romântica para se multiplicar em produtos de moda, decoração e até alimentos temáticos....