O medo nos relacionamentos é uma das dores mais profundas que carregamos, e quem já sentiu o peito apertar diante da ideia de se entregar sabe exatamente do que estou falando. Na ótica da psicanálise, esse medo raramente é sobre o presente ou sobre a pessoa que está do nosso lado hoje. Ele é, quase sempre, o eco de feridas antigas, de defesas que criamos na infância para nos proteger da rejeição, do abandono ou do excesso de controle. Amar exige vulnerabilidade, e para o nosso inconsciente, ser vulnerável é um perigo. Por isso, sem perceber, muitas vezes nos boicotamos: nos afastamos quando o outro se aproxima, arrumamos brigas por motivos banais ou escolhemos parceiros indisponíveis. É a nossa mente tentando nos poupar de uma dor que ela já conheceu lá atrás. O problema é que esse mecanismo de defesa, que um dia serviu para nos proteger, hoje nos isola e nos impede de viver conexões reais e maduras. É exatamente nesse ponto que o meu trabalho e o da terapeuta Angélica entra...
Produção reacende debate sobre segurança nuclear no Brasil A minissérie Emergência Radioativa , da Netflix, voltou a colocar o tema da segurança nuclear no centro das discussões públicas no Brasil. Inspirada no acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, a produção rapidamente se tornou um dos conteúdos mais assistidos da plataforma, resgatando um dos episódios mais marcantes da história recente do país. Com cinco episódios, a série dramatiza a contaminação causada após a abertura de uma cápsula de material radioativo, acompanhando o impacto sobre a população e a atuação de profissionais que trabalharam para conter a crise. Mais do que revisitar uma tragédia, o sucesso da produção evidencia um movimento importante: o crescente interesse da sociedade por temas ligados à energia nuclear, segurança e regulação. Assuntos que, até então, costumavam ficar restritos a especialistas. Para a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Ativi...