O medo nos relacionamentos é uma das dores mais profundas que carregamos, e quem já sentiu o peito apertar diante da ideia de se entregar sabe exatamente do que estou falando. Na ótica da psicanálise, esse medo raramente é sobre o presente ou sobre a pessoa que está do nosso lado hoje. Ele é, quase sempre, o eco de feridas antigas, de defesas que criamos na infância para nos proteger da rejeição, do abandono ou do excesso de controle. Amar exige vulnerabilidade, e para o nosso inconsciente, ser vulnerável é um perigo. Por isso, sem perceber, muitas vezes nos boicotamos: nos afastamos quando o outro se aproxima, arrumamos brigas por motivos banais ou escolhemos parceiros indisponíveis. É a nossa mente tentando nos poupar de uma dor que ela já conheceu lá atrás. O problema é que esse mecanismo de defesa, que um dia serviu para nos proteger, hoje nos isola e nos impede de viver conexões reais e maduras. É exatamente nesse ponto que o meu trabalho e o da terapeuta Angélica entra...
Mães, especialista Alessandra Belfort explica por que muitas mulheres sentem que estão sempre em falta, e o que o cérebro tem a ver com isso No mês do Dia das Mães, período marcado por homenagens e idealizações da maternidade, um sentimento silencioso costuma ganhar força entre muitas mulheres: a sensação de nunca estar fazendo o suficiente. Embora comum, essa percepção não se resume a uma questão emocional ou comportamental. Segundo especialistas, há um componente cognitivo importante por trás desse padrão, relacionado à forma como o cérebro processa decisões, erros e responsabilidade. De acordo com a juíza federal e pesquisadora das relações entre emoção e tomada de decisão, Alessandra Belfort, esse sentimento não surge por fragilidade individual, mas por um funcionamento natural do cérebro diante de demandas complexas. “A mãe que sente que nunca faz o suficiente não está sendo irracional. Ela está respondendo a um sistema de avaliação que o cérebro nunca desliga, o mesmo siste...