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Mostrando postagens com o rótulo Yemanjá

Ela se chama CRIOLA, tem 34 anos, e é a prova de que mulheres negras organizadas podem mudar o Brasil

Organização que atua há mais de três décadas no combate ao racismo contra mulheres e meninas negras, cis e trans, celebra seu aniversário personificando sua própria trajetória personificação de CRIOLA criada por IA   Ela se chama CRIOLA. Nasceu em 1992 e completa 34 anos. Esse é o retrato de uma vida inteira construída a muitas mãos, cheia de conquistas. É essa mulher que CRIOLA, organização de mulheres negras, escolhe apresentar neste aniversário: uma síntese do que mulheres negras brasileiras vêm construindo, coletivamente, e do que a própria organização ajudou a construir.   CRIOLA nasceu de um movimento. No ano de seu nascimento, mulheres negras do Brasil e da América Latina já se articulavam para colocar seus direitos na pauta pública, e o 25 de julho se tornava o Dia da Mulher Negra latino-americana e caribenha. Ainda criança, CRIOLA integrou a Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), que levaria essa voz coletiva até a Conferência de Durban da ...

Avanço da intolerância religiosa exige união das religiões de matriz africana e presença estratégica nos espaços públicos e políticos

 Por Claudio R.Palermo* Os casos de intolerância religiosa no Brasil não apenas crescem — eles se tornam cada vez mais violentos e estruturados. Dados do Ministério dos Direitos Humanos apontam que as denúncias de discriminação religiosa vêm subindo ano após ano, com as religiões de matriz africana concentrando a maior parte das vítimas. Terreiros incendiados, sacerdotes ameaçados, símbolos sagrados destruídos e ataques verbais se somam a um cenário que deixa claro: a liberdade religiosa segue em risco, apesar de ser um direito constitucionalmente assegurado. Diante desse quadro, é inevitável reconhecer que as tradições afro-brasileiras precisam fortalecer sua articulação interna e intensificar sua presença nos espaços de tomada de decisão. A união entre casas de axé não é apenas um gesto simbólico — é uma estratégia de sobrevivência e afirmação identitária. Quanto mais conectadas, organizadas e visíveis estiverem, maior será a capacidade de enfrentar discursos de ódio, mobilizar a...