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Mostrando postagens com o rótulo violencia urbana

O medo nos relacionamentos - Por Claudio R.Palermo

O medo nos relacionamentos é uma das dores mais profundas que carregamos, e quem já sentiu o peito apertar diante da ideia de se entregar sabe exatamente do que estou falando.  Na ótica da psicanálise, esse medo raramente é sobre o presente ou sobre a pessoa que está do nosso lado hoje. Ele é, quase sempre, o eco de feridas antigas, de defesas que criamos na infância para nos proteger da rejeição, do abandono ou do excesso de controle. Amar exige vulnerabilidade, e para o nosso inconsciente, ser vulnerável é um perigo.  Por isso, sem perceber, muitas vezes nos boicotamos: nos afastamos quando o outro se aproxima, arrumamos brigas por motivos banais ou escolhemos parceiros indisponíveis. É a nossa mente tentando nos poupar de uma dor que ela já conheceu lá atrás. O problema é que esse mecanismo de defesa, que um dia serviu para nos proteger, hoje nos isola e nos impede de viver conexões reais e maduras. É exatamente nesse ponto que o meu trabalho e o da terapeuta Angélica entra...

Violência contra a mulher também é assunto de homem

  Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional, Janguiê Diniz diz que quando não se confronta o desrespeito, acaba-se contribuindo para que ele continue a existir    Os casos recentes de violência e abusos contra mulheres e meninas no Brasil voltaram a escancarar uma realidade que, infelizmente, ainda insiste em se repetir. Notícias de feminicídios, agressões domésticas, estupros e diferentes formas de violência de gênero surgem com frequência alarmante, lembrando-nos de que o problema está longe de ser resolvido. No entanto, há um ponto que precisa ser cada vez mais enfatizado nesse debate: combater a violência contra a mulher também é responsabilidade dos homens.     Durante muito tempo, esse tema foi tratado como uma pauta tida como feminina. As mulheres, com razão, lideraram movimentos de denúncia, conscientização e transformação social. Mas a violência de gênero não pode ser combatida apenas por quem s...

Órfãos do Feminicídio: a necessidade do Estatuto da Vítima no Brasil e de acolhimento às famílias enlutadas

  Dra. Celeste Leite dos Santos* Em alta no Brasil, lamentavelmente, com direito a casos repugnantes reportados pela Imprensa todos os dias, o feminicídio é tipificado como crime hediondo. Caracteriza-se pelo assassinato de mulheres em razão do gênero – por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação. Tem pena mínima de 20 anos de reclusão e máxima de 40, com agravantes que elevam ainda mais o rigor. Como promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), lido, cotidianamente, com a dor e a devastação causadas por esse tipo de delito. Crianças e jovens que perdem suas mães, muitas vezes, pelas mãos cruéis de seus próprios pais, experimentam, com a orfandade, trauma profundo, luto complexo e uma desestruturação familiar que impacta, para sempre, o desenvolvimento físico, psicológico e social. Não raramente, precisam de suporte especializado em Saúde Mental e Educação. Para as famílias enlutadas, os abalos emocionais são severos, acrescidos do estigma do...