“Da Desconexão à Reconexão” é uma experiência de autoconhecimento que convida você a compreender padrões, acessar emoções e resgatar o sentir de forma mais consciente, leve e verdadeira. Tudo isso em um espaço seguro, acolhedor e de troca genuína. O encontro será conduzido por Claudio Palermo e Angélica Palermo, trazendo reflexões profundas e práticas transformadoras para o seu processo. Para quem é esse evento? Para quem deseja se reconectar consigo, melhorar seus relacionamentos e desenvolver uma relação mais consciente com suas emoções. Data: 23 de maio Cronograma: 15h às 18h Local: Espaço Paulista Eventos – Av. Paulista, 807 – 17º andar – SP Garanta sua vaga e permita-se viver essa experiência de reconexão. https://www.sympla.com.br/evento/da-desconexao-a-reconexao-como-compreender-e-resgatar-o-sentir-nos-relacionamentos/3383663?share_id=copiarlink
Por que o vídeo do Felca viralizou? Especialista explica como a “infância virou KPI” e a dopamina se tornou modelo de negócio na internet
Um vídeo recente publicado pelo criador de conteúdo Felca no Instagram e outras plataformas tem repercutido de forma massiva, mas, segundo especialistas, o fenômeno vai muito além da habilidade do influenciador diante das câmeras. A gravação gerou milhões de visualizações e milhares de comentários, levantando reflexões sobre o modelo de consumo de conteúdo que domina a internet.
Para o advogado e especialista em marketing digital Vitor Lanna, o viral não é fruto apenas do talento individual ou de uma produção caprichada, mas de um sistema que aprendeu a transformar atenção em moeda e infância em métrica.
“A infância virou KPI. A dopamina virou modelo de negócio. O vídeo do Felca é relevante não só pelo que ele diz, mas porque expõe um problema maior: vivemos numa era em que crianças são usadas como isca para gerar cliques, e onde o conteúdo raso mantém as pessoas presas em um ciclo de distração constante”, explica Lanna.
Segundo o especialista, o motivo para tamanha repercussão está no contraste entre a superficialidade dominante e a proposta de reflexão que o vídeo apresenta.
“O impacto não vem da embalagem cinematográfica. Vem do repertório. Do conhecimento profundo. Da coragem de falar o que realmente importa, mesmo quando isso não gera aplausos instantâneos”, afirma.
Lanna destaca que as plataformas digitais estão desenhadas para estimular respostas rápidas do cérebro, acionando picos de dopamina a cada curtida, notificação ou vídeo recomendado. Isso favorece conteúdos de consumo rápido, mas prejudica a produção de mensagens mais densas e construtivas.
“A internet não precisa de mais dopamina barata. Precisa de criadores dispostos a trocar aprovação instantânea por reflexão genuína. Esse é o verdadeiro diferencial que faz um conteúdo sobreviver ao hype do momento”, complementa.
O especialista ainda lança uma provocação aos usuários:
“É hora de se perguntar: você consome mais conteúdo que te faz pensar ou aquele que só dá prazer rápido? Essa resposta diz muito sobre a internet que estamos ajudando a construir.”

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