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Mercado de longevidade movimenta R$ 1,8 trilhão no Brasil, mas país ainda não tem agetech de grande escala

  Enquanto startups de longevidade já atraem bilhões de dólares em investimentos no exterior, Brasil ainda busca capital especializado e empresas capazes de atender uma população 50+ cada vez mais relevante para a economia     Cristián Sepúlveda - Crédito: Divulgação.   O envelhecimento da população está criando uma nova fronteira para negócios e investimentos, mas o Brasil ainda dá os primeiros passos na construção de um ecossistema de agetechs ; startups voltadas às necessidades e oportunidades relacionadas ao envelhecimento.   Enquanto o mercado internacional já movimenta bilhões de dólares em investimentos em longevidade , o país ainda não possui uma agetech brasileira de peso. Em 2022 , startups de longevidade receberam US$ 5,2 bilhões em 130 rodadas de investimento no mundo, US$ 5,2 bilhões em 130 rodadas de investimento no mundo , segundo relatório anual de longevidade da Longevity.Technology. Um dos destaques foi a Altos Labs, que captou US$ 3 bilhões...

Uso simultâneo de carregadores para carros elétricos em condomínios pode trazer riscos de sobrecarga e incêndio

 Para professor de Engenharia da UMC, eletromobilidade veio para ficar, mas crescimento deve seguir rigor técnico, responsabilidade profissional e segurança de todos



 
Levantamento recente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), realizado em parceria com a plataforma Tupi Mobilidade, revela que o Brasil ultrapassou a marca de 25,4 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga para carros elétricos. A expansão segue acelerada, com o país ganhando um carregador a cada hora. A pressa de viabilizar a eletromobilidade, contudo, pode deixar o rigor técnico em segundo plano, o que traz riscos, principalmente, aos condomínios que não foram projetados para atender essa demanda. O alerta é de Joni Matos Incheglu, professor do curso de Engenharia Civil da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).
 
“O crescimento da frota de eletrificados no país trouxe para dentro dos condomínios uma carga elétrica que simplesmente não existia quando a maioria foi projetada. Um único carregador residencial típico consome o equivalente a vários apartamentos operando simultaneamente, e por períodos prolongados, geralmente à noite, quando outras cargas da edificação também estão ativas. Se dez ou vinte moradores carregam ao mesmo tempo seus veículos, podem exceder a capacidade da entrada de energia, dos alimentadores e dos quadros do edifício”, adverte Incheglu.
 
De acordo com a orientação técnica do Sistema Confea/Crea, antes de qualquer instalação, é indispensável medir a carga existente por um período mínimo de uma semana e avaliar se a edificação suporta a nova demanda, considerando a infraestrutura comum, a necessidade simultânea e a forma de uso prevista.
 
“Quando a capacidade é insuficiente, é possível reforçar a entrada junto à distribuidora, implementar equipamentos de gestão de cargas ou buscar outras soluções complementares, com base em estudo técnico”, destaca o docente da UMC, que é coordenador dos Comitês de Reurb, de Carregadores Veiculares e de Engenharia Condominial do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) e conselheiro titular do Crea-SP no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo.
 
A falta de projeto técnico nesse tipo de instalação traz riscos cumulativos e que se retroalimentam. Há a sobrecarga do circuito e do quadro de distribuição, que não foram dimensionados para a nova carga contínua. “Existe o aquecimento de cabos e conexões, o modo de falha mais silencioso e mais perigoso, porque degrada o isolamento ao longo de semanas antes de qualquer sinal visível. Há, ainda, o risco de curto-circuito e de choque elétrico quando a instalação é feita sem os dispositivos de proteção exigidos pelas normas”.
 
Para mitigar riscos, a engenharia tem investido em inovação. A principal é a gestão inteligente de cargas: equipamentos e sistemas que monitoram em tempo real a demanda total da edificação e procedem à equalização dinâmica das cargas entre os carregadores, conforme o uso de cada ponto.
 
“O sistema mede continuamente quanto o condomínio está consumindo e destina à recarga apenas a potência remanescente, redistribuindo-a entre os veículos conectados, garantindo que o conjunto jamais suplante a capacidade máxima de cargas da edificação”, explica o docente da UMC.
 
Sistemas compartilhados de recarga com medição e rateio automatizados, a integração com geração solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), que deslocam o consumo para fora dos horários de ponta, são outros recursos viáveis.



 
Para Incheglu, a frota elétrica deve seguir crescente e cabe aos condomínios acompanhar essa tendência sem abrir mão da segurança. “A eletromobilidade veio para ficar. Mas o rigor técnico, a responsabilidade profissional de gestores condominiais e, acima de tudo, a preocupação coletiva com a segurança jamais deve ser deixada em segundo plano. A proteção à vida é a prioridade absoluta e deve prevalecer sobre quaisquer outros interesses”, reforça.

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