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Mercado de longevidade movimenta R$ 1,8 trilhão no Brasil, mas país ainda não tem agetech de grande escala

  Enquanto startups de longevidade já atraem bilhões de dólares em investimentos no exterior, Brasil ainda busca capital especializado e empresas capazes de atender uma população 50+ cada vez mais relevante para a economia     Cristián Sepúlveda - Crédito: Divulgação.   O envelhecimento da população está criando uma nova fronteira para negócios e investimentos, mas o Brasil ainda dá os primeiros passos na construção de um ecossistema de agetechs ; startups voltadas às necessidades e oportunidades relacionadas ao envelhecimento.   Enquanto o mercado internacional já movimenta bilhões de dólares em investimentos em longevidade , o país ainda não possui uma agetech brasileira de peso. Em 2022 , startups de longevidade receberam US$ 5,2 bilhões em 130 rodadas de investimento no mundo, US$ 5,2 bilhões em 130 rodadas de investimento no mundo , segundo relatório anual de longevidade da Longevity.Technology. Um dos destaques foi a Altos Labs, que captou US$ 3 bilhões...

Prêmio Geração 360º encerra primeira etapa com recorde de participantes e inicia jornada de desenvolvimento

 Realizada pelo Instituto Orizon Social em parceria com a Enactus Brasil, terceira edição mobilizou 180 estudantes, superando as edições anteriores

 

Brasil, setembro de 2026 — O Instituto Orizon Social encerrou as inscrições para a terceira edição do Prêmio Geração 360º com 180 estudantes inscritos, número que supera as edições anteriores da iniciativa. Realizado em parceria com a Enactus Brasil, o programa convida universitários a desenvolver soluções inovadoras para desafios socioambientais a partir dos princípios da economia circular.
 

Aberto a estudantes de instituições públicas e privadas de todo o país, individualmente ou em grupo, o Prêmio busca aproximar o conhecimento produzido nas universidades de desafios concretos enfrentados nos territórios. A partir da jornada proposta pela iniciativa, os participantes desenvolvem projetos que devem contribuir para pelo menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) prioritários: ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis).
 

Embora estudantes de todas as regiões possam participar, a edição de 2026 prioriza soluções voltadas a comunidades localizadas em um raio de até 100 quilômetros de Paulínia (SP), Sorocaba (SP), São Gonçalo (RJ), Aparecida de Goiânia (GO), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Porto Velho (RO), territórios que contam com atuação do Grupo Orizon.
 

“O encerramento das inscrições é sempre um momento importante porque nos permite enxergar quais questões estão chamando atenção e mobilizando os universitários e quais soluções começam a surgir a partir desse olhar. O Prêmio cria uma ponte entre o conhecimento acadêmico e desafios concretos dos territórios, oferecendo suporte para que uma boa ideia seja testada, aprimorada e possa ganhar condições de gerar impacto para as comunidades”, afirma Bruno Villaça, especialista de projetos do Instituto Orizon Social.
 

Da ideia ao desenvolvimento
 

Com o encerramento das inscrições, o Prêmio Geração 360º entra agora em sua jornada de desenvolvimento. Entre os 180 estudantes inscritos, 25 equipes iniciam o percurso de ideação e desenvolvimento de seus projetos, com acesso a capacitações, mentorias e acompanhamento técnico.
 

A jornada acontece de forma progressiva. Das 25 equipes que iniciam o processo, 16 avançam para a segunda fase e, posteriormente, oito seguem para a terceira fase. Ao longo do percurso, as propostas são avaliadas a partir de quatro critérios: Inovação, Liderança Empreendedora, Uso de Princípios de Negócios e Impacto Positivo Sustentável.
 

Ao todo, a terceira edição é composta por cinco fases: Jornada de Ideação I, Jornada de Ideação II, Jornada de Prototipação, Fase Final e Prestação de Contas. Ao longo dessas etapas, as equipes desenvolvem e aprimoram suas propostas até a fase final, quando os projetos são apresentados a uma banca avaliadora, responsável pela escolha das três soluções de maior destaque, que recebem premiações de até R$ 8 mil.
 

O resultado final está previsto para 15 de dezembro de 2026.
 

Uma rede para encontrar novas soluções
 

A parceria entre o Instituto Orizon Social e a Enactus Brasil combina o conhecimento sobre os territórios e a agenda da economia circular com a capacidade de mobilização e conexão com o ambiente universitário. Essa articulação contribui para identificar projetos inovadores ainda em estágio inicial e criar condições para que as ideias sejam desenvolvidas, testadas e conectadas a desafios concretos das comunidades.
 

Ao aproximar estudantes de questões socioambientais reais e oferecer suporte para o desenvolvimento de suas propostas, o Prêmio também fortalece a conexão entre universidade e sociedade. A jornada cria um ambiente de experimentação e colaboração em que conhecimentos acadêmicos, princípios de negócios e impacto socioambiental se encontram na busca por soluções que possam contribuir para o desenvolvimento dos territórios.
 

Na edição anterior, a iniciativa alcançou mais de 30 universidades em todo o Brasil e premiou três soluções com diferentes aplicações da economia circular. O primeiro lugar ficou com o Graviprotect, desenvolvido por estudantes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), que utiliza sementes de graviola, um resíduo agroindustrial, na produção de um bioinseticida sustentável voltado à agricultura familiar.



ReCria Salgueiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) durante o Eneb 2026 
Fonte: Divulgação Enactus Brasil
 

Também foram reconhecidos o ReCria Salgueiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que transforma resíduos plásticos em produtos de valor agregado enquanto promove geração de renda e inclusão social, e o Breeze for Future, da UNESP Sorocaba, que desenvolveu um sistema de resfriamento de ambientes utilizando cerâmicas recicladas e captação de água da chuva.
 

“Mais do que chegar a uma solução vencedora, queremos que essa jornada ajude os estudantes a entenderem o potencial de suas ideias e a construírem caminhos para que elas continuem avançando. Quando conectamos universidade, conhecimento técnico e realidade local, aumentamos as possibilidades de surgirem respostas inovadoras que façam sentido para cada território”, completa Bruno Villaça.
 

Sobre o Instituto Orizon Social
 

O Instituto Orizon Social é uma organização sem fins lucrativos mantida pelo Grupo Orizon, com o propósito de gerar impacto positivo em educação e comunidades, fortalecer pautas locais e contribuir para o desenvolvimento sustentável, especialmente nos territórios onde o Grupo atua. O Instituto reconhece que comunidades em situação de maior vulnerabilidade são também protagonistas de soluções inovadoras e eficazes para os desafios socioambientais contemporâneos.



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