Celebrada em 22 de setembro, data chama atenção para novas formas de mobilidade; crescimento dos modais amplia opções para deslocamentos cotidianos nas cidades
Celebrado em 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro chega em 2026 em um cenário de avanço de novos modais que podem ajudar a reduzir a dependência do automóvel nos deslocamentos urbanos. Entre janeiro e julho, a produção de bicicletas elétricas cresceu 77,3% no país, com 43.107 unidades fabricadas no Polo Industrial de Manaus, segundo a Abraciclo. As e-bikes já representam 21,5% da produção de bicicletas no polo, ante 11,4% no mesmo período do ano anterior.
O crescimento dessas alternativas amplia as possibilidades para trajetos que hoje são realizados de automóvel, especialmente em deslocamentos de curtas e médias distâncias. Idas ao trabalho, faculdade, academia ou mercado, percursos entre bairros e a conexão entre casa e estações de transporte público são exemplos de situações em que esses veículos podem passar a fazer parte da rotina. Dependendo da categoria e das características do equipamento, há ainda opções que não exigem habilitação para condução.
Nesse cenário, e-bikes e autopropelidos atendem diferentes necessidades: enquanto a bicicleta elétrica utiliza um motor para auxiliar a pedalada, os autopropelidos contam com propulsão própria, com aplicações que vão da mobilidade individual a atividades profissionais. “O futuro da mobilidade não será definido por um único veículo, mas pela liberdade de escolher o melhor meio para cada jornada.”, afirma David Peterle, CEO da Oggi Bikes, StreetGo e YOO Mobility.
E-bike e autopropelido atendem necessidades diferentes
Apesar de fazerem parte do avanço da mobilidade elétrica, bicicletas elétricas e autopropelidos têm características e aplicações diferentes. Nas e-bikes, o motor elétrico funciona como assistência à pedalada, reduzindo o esforço principalmente em subidas e percursos mais longos. Já os autopropelidos contam com propulsão própria e dispensam a pedalada, podendo atender outras necessidades de mobilidade individual e também aplicações profissionais.
Na prática, essas características permitem atender diferentes perfis e percursos. A assistência elétrica pode ampliar o raio de deslocamento de quem deseja continuar pedalando, enquanto os autopropelidos oferecem uma alternativa para quem busca um veículo compacto com propulsão própria. Distância, relevo, carga transportada, infraestrutura disponível e finalidade do deslocamento são fatores que podem influenciar essa escolha.
“Reduzir a dependência do carro não significa deixar de usá-lo de uma hora para outra. A mudança pode começar quando a pessoa olha para a própria semana e identifica quais trajetos hoje feitos de automóvel podem ser realizados de bicicleta ou autopropelido. Com a assistência elétrica e a evolução dos produtos, conseguimos ampliar cada vez mais as possibilidades de uso da bike como meio de transporte”, completa Peterle.
Mercado maior exige atenção às regras e à procedência
A expansão desses veículos também traz uma nova questão para o consumidor: entender o que está comprando. Preço, potência e autonomia são parte da decisão, mas fatores como enquadramento na legislação brasileira, garantia, disponibilidade de peças, manutenção e atendimento pós-venda ganham importância quando o equipamento passa a ser utilizado frequentemente como meio de transporte.
A Resolução Contran nº 996 estabelece critérios específicos para bicicletas elétricas, equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e ciclomotores, considerando características como potência, velocidade máxima de fabricação, dimensões e forma de funcionamento. A classificação do veículo é importante porque diferencia as categorias e determina as regras aplicáveis à circulação de cada uma delas.
Para Peterle, entender essas diferenças passa a ser mais importante à medida que novos modelos chegam ao mercado. “O consumidor encontra hoje diferentes soluções de mobilidade elétrica e nem sempre produtos visualmente parecidos pertencem à mesma categoria. Antes da compra, é importante entender para qual uso aquele veículo foi desenvolvido, quais regras precisa atender e se existe uma estrutura de assistência e manutenção por trás dele. Quando o objetivo é incorporar esse modal à rotina, essas questões ganham ainda mais relevância”, explica.
Produção nacional, engenharia e pós-venda entram nessa escolha
Com mais de 60 anos de atuação no mercado de duas rodas, a OX Bikes da Amazônia foi a pioneira na fabricação de bicicletas elétricas no Brasil e possui fábrica própria em Manaus. Os modelos das marcas Oggi Bikes, StreetGo e YOO Mobility são comercializados em diferentes regiões do país, apoiados por uma rede de revendedores e oficinas para manutenção, além de garantia, central de atendimento e pós-venda.
A empresa também acompanha as regras estabelecidas pela Resolução Contran nº 996. Com estrutura própria de engenharia e produção, desenvolve seus produtos considerando as exigências aplicáveis a cada categoria e as características de uso encontradas na mobilidade brasileira.
“Com o crescimento desse mercado, o consumidor precisa olhar não apenas para o produto que está comprando, mas para o que existe por trás dele. Ter engenharia, produção, assistência, garantia e uma rede preparada para manutenção faz diferença principalmente quando a bicicleta deixa de ser usada eventualmente e passa a fazer parte da rotina. Nosso trabalho é desenvolver produtos alinhados às regras brasileiras e oferecer suporte para que esse consumidor possa utilizar a e-bike ou o autopropelido com segurança e confiança no dia a dia”, afirma Peterle.

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