Pular para o conteúdo principal

Mercado de longevidade movimenta R$ 1,8 trilhão no Brasil, mas país ainda não tem agetech de grande escala

  Enquanto startups de longevidade já atraem bilhões de dólares em investimentos no exterior, Brasil ainda busca capital especializado e empresas capazes de atender uma população 50+ cada vez mais relevante para a economia     Cristián Sepúlveda - Crédito: Divulgação.   O envelhecimento da população está criando uma nova fronteira para negócios e investimentos, mas o Brasil ainda dá os primeiros passos na construção de um ecossistema de agetechs ; startups voltadas às necessidades e oportunidades relacionadas ao envelhecimento.   Enquanto o mercado internacional já movimenta bilhões de dólares em investimentos em longevidade , o país ainda não possui uma agetech brasileira de peso. Em 2022 , startups de longevidade receberam US$ 5,2 bilhões em 130 rodadas de investimento no mundo, US$ 5,2 bilhões em 130 rodadas de investimento no mundo , segundo relatório anual de longevidade da Longevity.Technology. Um dos destaques foi a Altos Labs, que captou US$ 3 bilhões...

Dia Mundial Sem Carro: E-bikes avançam 77,3% no Brasil e ganham espaço nos deslocamentos urbanos

 Celebrada em 22 de setembro, data chama atenção para novas formas de mobilidade; crescimento dos modais amplia opções para deslocamentos cotidianos nas cidades

Celebrado em 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro chega em 2026 em um cenário de avanço de novos modais que podem ajudar a reduzir a dependência do automóvel nos deslocamentos urbanos. Entre janeiro e julho, a produção de bicicletas elétricas cresceu 77,3% no país, com 43.107 unidades fabricadas no Polo Industrial de Manaus, segundo a Abraciclo. As e-bikes já representam 21,5% da produção de bicicletas no polo, ante 11,4% no mesmo período do ano anterior.
 

O crescimento dessas alternativas amplia as possibilidades para trajetos que hoje são realizados de automóvel, especialmente em deslocamentos de curtas e médias distâncias. Idas ao trabalho, faculdade, academia ou mercado, percursos entre bairros e a conexão entre casa e estações de transporte público são exemplos de situações em que esses veículos podem passar a fazer parte da rotina. Dependendo da categoria e das características do equipamento, há ainda opções que não exigem habilitação para condução.
 

Nesse cenário, e-bikes e autopropelidos atendem diferentes necessidades: enquanto a bicicleta elétrica utiliza um motor para auxiliar a pedalada, os autopropelidos contam com propulsão própria, com aplicações que vão da mobilidade individual a atividades profissionais. “O futuro da mobilidade não será definido por um único veículo, mas pela liberdade de escolher o melhor meio para cada jornada.”, afirma David Peterle, CEO da Oggi Bikes, StreetGo e YOO Mobility.
 

E-bike e autopropelido atendem necessidades diferentes
 

Apesar de fazerem parte do avanço da mobilidade elétrica, bicicletas elétricas e autopropelidos têm características e aplicações diferentes. Nas e-bikes, o motor elétrico funciona como assistência à pedalada, reduzindo o esforço principalmente em subidas e percursos mais longos. Já os autopropelidos contam com propulsão própria e dispensam a pedalada, podendo atender outras necessidades de mobilidade individual e também aplicações profissionais.
 

Na prática, essas características permitem atender diferentes perfis e percursos. A assistência elétrica pode ampliar o raio de deslocamento de quem deseja continuar pedalando, enquanto os autopropelidos oferecem uma alternativa para quem busca um veículo compacto com propulsão própria. Distância, relevo, carga transportada, infraestrutura disponível e finalidade do deslocamento são fatores que podem influenciar essa escolha.
 

“Reduzir a dependência do carro não significa deixar de usá-lo de uma hora para outra. A mudança pode começar quando a pessoa olha para a própria semana e identifica quais trajetos hoje feitos de automóvel podem ser realizados de bicicleta ou autopropelido. Com a assistência elétrica e a evolução dos produtos, conseguimos ampliar cada vez mais as possibilidades de uso da bike como meio de transporte”, completa Peterle.
 

Mercado maior exige atenção às regras e à procedência
 

A expansão desses veículos também traz uma nova questão para o consumidor: entender o que está comprando. Preço, potência e autonomia são parte da decisão, mas fatores como enquadramento na legislação brasileira, garantia, disponibilidade de peças, manutenção e atendimento pós-venda ganham importância quando o equipamento passa a ser utilizado frequentemente como meio de transporte.
 

A Resolução Contran nº 996 estabelece critérios específicos para bicicletas elétricas, equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e ciclomotores, considerando características como potência, velocidade máxima de fabricação, dimensões e forma de funcionamento. A classificação do veículo é importante porque diferencia as categorias e determina as regras aplicáveis à circulação de cada uma delas.
 

Para Peterle, entender essas diferenças passa a ser mais importante à medida que novos modelos chegam ao mercado. “O consumidor encontra hoje diferentes soluções de mobilidade elétrica e nem sempre produtos visualmente parecidos pertencem à mesma categoria. Antes da compra, é importante entender para qual uso aquele veículo foi desenvolvido, quais regras precisa atender e se existe uma estrutura de assistência e manutenção por trás dele. Quando o objetivo é incorporar esse modal à rotina, essas questões ganham ainda mais relevância”, explica.
 

Produção nacional, engenharia e pós-venda entram nessa escolha
 

Com mais de 60 anos de atuação no mercado de duas rodas, a OX Bikes da Amazônia foi a pioneira na fabricação de bicicletas elétricas no Brasil e possui fábrica própria em Manaus. Os modelos das marcas Oggi Bikes, StreetGo e YOO Mobility são comercializados em diferentes regiões do país, apoiados por uma rede de revendedores e oficinas para manutenção, além de garantia, central de atendimento e pós-venda.
 

A empresa também acompanha as regras estabelecidas pela Resolução Contran nº 996. Com estrutura própria de engenharia e produção, desenvolve seus produtos considerando as exigências aplicáveis a cada categoria e as características de uso encontradas na mobilidade brasileira.
 

“Com o crescimento desse mercado, o consumidor precisa olhar não apenas para o produto que está comprando, mas para o que existe por trás dele. Ter engenharia, produção, assistência, garantia e uma rede preparada para manutenção faz diferença principalmente quando a bicicleta deixa de ser usada eventualmente e passa a fazer parte da rotina. Nosso trabalho é desenvolver produtos alinhados às regras brasileiras e oferecer suporte para que esse consumidor possa utilizar a e-bike ou o autopropelido com segurança e confiança no dia a dia”, afirma Peterle.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Porto: Prémio “Estrela do Atlântico” terá terceira edição em 1º de março

 A terceira edição do Prémio Estrela do Atlântico será realizada em 1º de março (domingo), no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, numa cerimónia voltada à comunidade brasileira residente na Europa. A iniciativa tem como objetivo, segundo os seus organizadores, “reconhecer trajetórias de brasileiros estabelecidos no continente”. Segundo apurámos, o evento prevê a entrega de troféus, apresentações musicais e participação do público por meio de votação online, que, segundo os seus responsáveis, já ultrapassou 40 mil votos. Organizado pelo brasileiro Higor Cerqueira, o prémio reúne nesta edição 112 influenciadores digitais de diferentes países europeus, com um alcance somado de mais de 13 milhões de seguidores nas redes sociais. Além deles, 24 empresários integram a lista de nomeados.  As premiações estão divididas em duas classes: Personalidades em destaque e empresas e negócios, com categorias definidas a partir das indicações recebidas. A organização afirma que os ingressos estão ...

Açores: Prefeito de Andrelândia no Brasil quer resgatar ligações históricas com o Faial

 Durante visita a Ponta Delgada, nos Açores, o prefeito de Andrelândia, no estado brasileiro de Minas Gerais, Francisco Reginaldo Nogueira, destacou a importância da ligação histórica e simbólica entre o seu município e o arquipélago português, sublinhando que a visita “integra um processo de aproximação institucional com potencial para gerar novos projetos conjuntos”. Em entrevista exclusiva à nossa reportagem, no âmbito da missão empresarial da Casa dos Açores de Minas Gerais realizada entre 20 e 24 de abril nos Açores, o prefeito brasileiro destacou o caráter inédito da deslocação e o seu impacto histórico e relacional. “Acho que esta missão é algo inédito não só para a Andrelândia, mas para várias regiões”, afirmou Francisco Reginaldo Nogueira, acrescentando que a iniciativa “vai resgatar não só a questão financeira, mas também histórica”. Este responsável sublinhou a forte ligação identitária entre os dois territórios, recordando a origem açoriana do município mineiro. “Andrel...

Semana do meio ambiente: IA e produção sob demanda ganham espaço na moda para reduzir desperdícios

  Produção sob demanda e inteligência preditiva avançam como alternativas para tornar a indústria mais eficiente, reduzindo perdas e excessos na produção   Crédito: Fernando César Em um momento em que a indústria da moda é cada vez mais pressionada a rever seus impactos ambientais e seus modelos produtivos, ganham destaque empresas que há anos vêm apostando em modelos mais eficientes para enfrentar desafios históricos do setor, como excesso de produção, descarte de peças e ineficiências logísticas.  A combinação entre tecnologia, eficiência operacional e práticas mais sustentáveis tem se consolidado como um caminho para reduzir desperdícios, aumentar a rentabilidade e construir operações mais alinhadas ao consumo real. Nesse contexto, modelos produtivos mais enxutos, com menor dependência de estoque e maior previsibilidade de demanda ganham relevância ao demonstrar que crescimento e responsabilidade podem caminhar juntos.   Antes mesmo de a discussão ganhar protagoni...