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Tecnologia na medicina preventiva: como antecipar riscos, reduzir sinistralidade e melhorar resultados

  Por José Guilherme Merchiori   O mercado global de medicina preventiva, que engloba tecnologias e serviços voltados à prevenção, detecção precoce e gestão de doenças, deve atingir US$ 485 bilhões até 2033, segundo estudo da iHealthcareAnalyst. Esse movimento global se traduz, no Brasil, em necessidade de controlar sinistralidade e custos assistenciais crescentes.   No entanto, atualmente, o setor de operadoras e autogestões enfrenta desafios recorrentes, como a pressão sobre a sinistralidade, o crescimento da judicialização e beneficiários cada vez mais exigentes em relação ao acesso e à experiência. Além disso, impacto em reajustes, margens e competitividade, e o risco de perda de beneficiários quando a experiência é ruim têm alterado significativamente a dinâmica do setor, ampliando a pressão sobre operadores e autogestões, especialmente diante de índices de sinistralidade que já ultrapassam 85% no Brasil, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Ness...

O que o seu corpo tenta te dizer nos pequenos sintomas do dia a dia

 Do cansaço contínuo às alterações no sono e no intestino, entender os sinais do organismo é fundamental para descobrir alterações de saúde precocemente


Crédito: Freepik

 

São Paulo, agosto de 2026 – Sintomas comuns, como cansaço persistente, alterações intestinais e dores recorrentes, muitas vezes são incorporados à rotina e acabam passando despercebidos. No entanto, quando esses sinais persistem por semanas, se intensificam ou passam a interferir na qualidade de vida, podem indicar que algo não está funcionando bem no organismo e precisam ser investigados.

 

O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado são apontados pelo Ministério da Saúde como estratégias importantes para reduzir complicações relacionadas às doenças crônicas1, que estão entre as principais causas de morte no Brasil.

 

A fadiga é um dos exemplos mais comuns. Sentir cansaço após um dia intenso é esperado, mas o alerta surge quando o descanso deixa de ser suficiente para recuperar as energias. A chamada fadiga persistente pode estar relacionada a diferentes fatores, como sono inadequado, anemia, alterações hormonais, doenças cardiovasculares, transtornos de ansiedade e burnout.

 

"O cansaço que não melhora após uma boa noite de sono ou aparece acompanhado de falta de ar, dor no peito, palpitações ou tonturas merece investigação médica", afirma Carlos Rassi, cardiologista e coordenador de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês em Brasília.

 

Para o médico, o sintoma costuma ser um dos primeiros sinais de diferentes doenças e, por isso, não deve ser tratado apenas como consequência da rotina acelerada.

 

O intestino também dá sinais importantes

 

Prisão de ventre frequente, estufamento, dor abdominal e a alternância entre diarreia e intestino preso costumam ser encarados como algo comum por grande parte da população. Contudo, a persistência desses desconfortos não deve ser ignorada.

 

"Sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, dores intensas ou quadros que se prolongam por semanas representam sinais de alerta que exigem diagnóstico especializado", reforça Alexandre de Sousa Carlos, gastroenterologista do Hospital Sírio-Libanês.

 

De acordo com o especialista, o sistema digestivo funciona como um importante indicador da saúde geral. Embora alimentação inadequada, sedentarismo e estresse ajudem a explicar episódios pontuais, alterações contínuas no padrão do trânsito intestinal pedem avaliação médica.

 

Dor não deve fazer parte da rotina

 

Cefaleia frequente, dores nas costas, nos joelhos e cólicas incapacitantes estão entre as queixas mais comuns da população. Ainda assim, a busca constante pela automedicação faz com que muitos convivam com o problema por anos, o que adia o diagnóstico de condições sérias.

 

"É importante não normalizar a dor, principalmente quando ela interfere nas atividades do dia a dia", afirma Cláudia Simões, anestesiologista do Hospital Sírio-Libanês.

 

A médica orienta que os pacientes detalhem a intensidade do sintoma e o impacto na rotina durante as consultas, informações fundamentais para direcionar a investigação clínica e acelerar o início do tratamento adequado.

 

Dormir mal é mais do que falta de descanso

 

Ronco alto, acordar diversas vezes durante a noite e a sensação de cansaço logo ao acordar são sinais frequentes de que a saúde precisa de atenção. Entre as causas mais comuns dessas queixas estão a apneia obstrutiva do sono, o estresse, a ansiedade e outras condições clínicas que comprometem o descanso.

 

"O sono é um dos principais indicadores da nossa saúde. Quando ele deixa de ser reparador, vale a pena investigar", afirma Renato Stefanini, otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono do Hospital Sírio-Libanês.

 

Além do esgotamento físico, a privação contínua de um sono de qualidade pode prejudicar a memória, a concentração, o humor, a imunidade e o equilíbrio hormonal.

 

Quando a mente afeta o organismo

 

O estresse nem sempre se manifesta apenas por preocupação ou ansiedade. Quando se torna crônico, pode favorecer alterações cardiovasculares e metabólicas, como hipertensão, obesidade e diabetes, aumentando o risco de infarto, AVC e outros problemas de saúde. Essas condições também estão associadas a um maior risco de declínio cognitivo e demência ao longo do envelhecimento.

 

"O estresse biológico é uma resposta natural do organismo a desafios psicológicos e ambientais. Quando essa resposta permanece ativada por muito tempo, aumenta o risco de alterações cardiovasculares e metabólicas. Por isso, controlar os fatores de risco e adotar hábitos saudáveis é essencial para proteger tanto a saúde do coração quanto a do cérebro", afirma Sérgio Ricardo Hototian, psiquiatra do Hospital Sírio-Libanês.

 

Para reduzir os impactos do estresse crônico, o médico recomenda investir em atividade física, psicoterapia, técnicas de relaxamento e no controle dos fatores de risco, medidas que contribuem para prevenir complicações e preservar a qualidade de vida.



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