Enquanto startups de longevidade já atraem bilhões de dólares em investimentos no exterior, Brasil ainda busca capital especializado e empresas capazes de atender uma população 50+ cada vez mais relevante para a economia Cristián Sepúlveda - Crédito: Divulgação. O envelhecimento da população está criando uma nova fronteira para negócios e investimentos, mas o Brasil ainda dá os primeiros passos na construção de um ecossistema de agetechs ; startups voltadas às necessidades e oportunidades relacionadas ao envelhecimento. Enquanto o mercado internacional já movimenta bilhões de dólares em investimentos em longevidade , o país ainda não possui uma agetech brasileira de peso. Em 2022 , startups de longevidade receberam US$ 5,2 bilhões em 130 rodadas de investimento no mundo, US$ 5,2 bilhões em 130 rodadas de investimento no mundo , segundo relatório anual de longevidade da Longevity.Technology. Um dos destaques foi a Altos Labs, que captou US$ 3 bilhões...
Modelo chamado Boulevard São João propõe transformar a mídia urbana em fonte de recursos para recuperar patrimônio, qualificar espaços públicos e estimular novos negócios nas ruas
E se a mídia que ocupa uma cidade também pudesse ajudar a reconstruí-la? É a partir dessa provocação que empresas e parceiros envolvidos no Boulevard São João, no Centro de São Paulo, começam a colocar em prática um conceito que pretende ir além da publicidade exterior tradicional: a mídia regenerativa. A proposta é transformar a infraestrutura de comunicação instalada nas ruas em uma ferramenta capaz de gerar contrapartidas permanentes para a recuperação do patrimônio, a qualificação urbana e a ativação econômica e cultural dos territórios.
O projeto do Boulevard São João prevê aproximadamente R$ 50 milhões em investimentos privados, dos quais R$ 8 milhões serão destinados a ações de recuperação, conservação, manutenção e qualificação urbana e patrimonial. Cerca de R$ 42 milhões serão direcionados à infraestrutura tecnológica e aos painéis digitais que compõem o projeto. Mais do que um empreendimento de mídia, a iniciativa busca testar um novo modal de fazer negócios nas ruas, no qual a exploração comercial do espaço urbano está diretamente associada à geração de valor para a própria cidade.
A ambição é que o modelo desenvolvido em São Paulo possa inspirar outras cidades e dar origem a um movimento internacional em torno da mídia regenerativa.Uma sociedade entre Fábrica de Bares e Ledwave, cria uma projeto híbrido nunca visto antes, agregando muita tecnologia , patrocinadores associado a uma série de atividade social e cultural, por um lado a Ledwave empresa especializada em fabricação de equipamentos eletrônicos (painéis de led) e ainda detentora de uma empresa especialista em mídia digital out of home.
Para Tiago Brito, CEO da LedWave, a mudança está justamente em alterar a lógica tradicional da mídia exterior. “A mídia sempre ocupou um espaço físico da cidade. A provocação agora é: o que ela devolve para esse espaço? A mídia regenerativa parte da ideia de que uma estrutura comercial pode ser também uma ferramenta de transformação urbana. Partimos do conceito que as marcas devem apoiar projetos que tragam benefício as cidades e as pessoas. Queremos mostrar que é possível fazer negócio nas ruas e, ao mesmo tempo, deixar uma contribuição concreta para elas.”No Boulevard São João, essa contribuição começa pelo patrimônio.
Entre as ações previstas está a conservação e o restauro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, um dos principais símbolos da memória negra de São Paulo. Vinculada a uma irmandade fundada em 1711, a igreja reúne mais de três séculos de história, fé, resistência e preservação das tradições afro-brasileiras.As intervenções contemplam recuperação das fachadas, limpeza técnica, remoção de pichações e sujidades, tratamento de trincas e recomposição de revestimentos, molduras e ornamentos, além da recuperação de esquadrias e portas de madeira.
O projeto também contempla a Estátua da Mãe Preta e o Relógio de Nichile, único remanescente de um conjunto de sete relógios públicos instalados na década de 1930. Mas a proposta não termina no restauro. O modelo prevê também mobiliário urbano, acessibilidade, qualificação paisagística, educação patrimonial e oficinas de zeladoria, além da conexão entre patrimônio, cultura, entretenimento, gastronomia e economia criativa.É nesse ponto que a participação da Fábrica de Bares ganha relevância. O grupo, que atua na região central, acompanha há anos os desafios e as oportunidades de transformação do território.
Para Álvaro Aoas, co-fundador do Grupo Fábrica de Bares, projetos desta dimensão nascem da disposição de continuar acreditando no Centro e de reunir diferentes atores em torno de uma mesma visão. “Transformar o Centro exige insistência. Não existe uma empresa ou um setor que consiga fazer isso sozinho. Quando pessoas e empresas que acreditam na região começam a colocar seus recursos, seus negócios e sua energia em torno de um objetivo comum, surgem possibilidades que antes pareciam inviáveis. O Boulevard nasce muito desse sonho de mostrar que o Centro pode voltar a ser um lugar de encontro, de negócios, de cultura e de vida.”
Um conceito que começa a ganhar o mundo
Embora o Boulevard São João seja uma das primeiras aplicações de grande escala desse conceito, a discussão sobre mídia regenerativa começa a encontrar eco em outras iniciativas e pesquisas internacionais que questionam o papel da publicidade na construção das cidades.Em São Paulo, uma pesquisa realizada pela Central de Outdoor em parceria com o Instituto QualiBest ajuda a dimensionar a receptividade da população a esse novo papel da mídia.
Entre os entrevistados, 83% no ambiente online e 95% nas entrevistas presenciais aprovam o uso de anúncios comerciais para financiar o restauro ou a reforma de edifícios públicos e privados degradados. Quando a proposta envolve recuperação e preservação de espaços públicos ou privados, os índices chegam a 84% no online e 97% no presencial.A percepção positiva também aparece quando o tema é diretamente relacionado à mídia exterior: 91% dos entrevistados online consideram importante adotar a mídia regenerativa para recuperar espaços públicos, percentual que chega a 99% nas entrevistas presenciais.
Para Halisson Pontarolla, presidente da Central de Outdoor, os dados ajudam a mostrar que existe espaço para uma nova relação entre publicidade e cidade. “A discussão sobre mídia regenerativa amplia o olhar sobre o papel da mídia exterior. Quando a comunicação está associada à recuperação de espaços, à preservação do patrimônio e à qualificação urbana, ela passa a fazer parte de uma agenda maior, de desenvolvimento e cuidado com a cidade.”
De São Paulo para outras cidades
A intenção do Boulevard é que a Avenida São João funcione como um laboratório para essa nova lógica. A infraestrutura digital prevista para o território poderá, além da exploração publicitária, ampliar a visibilidade de iniciativas culturais, atrações turísticas, serviços e ações de interesse público, criando uma conexão permanente entre a programação do Centro e as pessoas que circulam pela região.
A perspectiva é que a experiência possa ser replicada em outros territórios e cidades, criando uma rede de iniciativas em que mídia, patrimônio, negócios e desenvolvimento urbano passem a operar de maneira integrada.Nesse cenário, São Paulo pode estar diante de uma oportunidade que ultrapassa os limites da Avenida São João: transformar um dos principais corredores históricos do Centro em um primeiro grande exemplo de como a mídia pode não apenas ocupar a cidade, mas também ajudar a regenerá-la.
O projeto do Boulevard São João ainda depende das etapas e aprovações necessárias para sua implantação. Mas, se sair do papel em sua dimensão prevista, poderá colocar o Centro de São Paulo no centro de uma discussão que começa a ganhar força globalmente.
O projeto do Boulevard São João prevê aproximadamente R$ 50 milhões em investimentos privados, dos quais R$ 8 milhões serão destinados a ações de recuperação, conservação, manutenção e qualificação urbana e patrimonial. Cerca de R$ 42 milhões serão direcionados à infraestrutura tecnológica e aos painéis digitais que compõem o projeto. Mais do que um empreendimento de mídia, a iniciativa busca testar um novo modal de fazer negócios nas ruas, no qual a exploração comercial do espaço urbano está diretamente associada à geração de valor para a própria cidade.
A ambição é que o modelo desenvolvido em São Paulo possa inspirar outras cidades e dar origem a um movimento internacional em torno da mídia regenerativa.Uma sociedade entre Fábrica de Bares e Ledwave, cria uma projeto híbrido nunca visto antes, agregando muita tecnologia , patrocinadores associado a uma série de atividade social e cultural, por um lado a Ledwave empresa especializada em fabricação de equipamentos eletrônicos (painéis de led) e ainda detentora de uma empresa especialista em mídia digital out of home.
Para Tiago Brito, CEO da LedWave, a mudança está justamente em alterar a lógica tradicional da mídia exterior. “A mídia sempre ocupou um espaço físico da cidade. A provocação agora é: o que ela devolve para esse espaço? A mídia regenerativa parte da ideia de que uma estrutura comercial pode ser também uma ferramenta de transformação urbana. Partimos do conceito que as marcas devem apoiar projetos que tragam benefício as cidades e as pessoas. Queremos mostrar que é possível fazer negócio nas ruas e, ao mesmo tempo, deixar uma contribuição concreta para elas.”No Boulevard São João, essa contribuição começa pelo patrimônio.
Entre as ações previstas está a conservação e o restauro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, um dos principais símbolos da memória negra de São Paulo. Vinculada a uma irmandade fundada em 1711, a igreja reúne mais de três séculos de história, fé, resistência e preservação das tradições afro-brasileiras.As intervenções contemplam recuperação das fachadas, limpeza técnica, remoção de pichações e sujidades, tratamento de trincas e recomposição de revestimentos, molduras e ornamentos, além da recuperação de esquadrias e portas de madeira.
O projeto também contempla a Estátua da Mãe Preta e o Relógio de Nichile, único remanescente de um conjunto de sete relógios públicos instalados na década de 1930. Mas a proposta não termina no restauro. O modelo prevê também mobiliário urbano, acessibilidade, qualificação paisagística, educação patrimonial e oficinas de zeladoria, além da conexão entre patrimônio, cultura, entretenimento, gastronomia e economia criativa.É nesse ponto que a participação da Fábrica de Bares ganha relevância. O grupo, que atua na região central, acompanha há anos os desafios e as oportunidades de transformação do território.
Para Álvaro Aoas, co-fundador do Grupo Fábrica de Bares, projetos desta dimensão nascem da disposição de continuar acreditando no Centro e de reunir diferentes atores em torno de uma mesma visão. “Transformar o Centro exige insistência. Não existe uma empresa ou um setor que consiga fazer isso sozinho. Quando pessoas e empresas que acreditam na região começam a colocar seus recursos, seus negócios e sua energia em torno de um objetivo comum, surgem possibilidades que antes pareciam inviáveis. O Boulevard nasce muito desse sonho de mostrar que o Centro pode voltar a ser um lugar de encontro, de negócios, de cultura e de vida.”
Um conceito que começa a ganhar o mundo
Embora o Boulevard São João seja uma das primeiras aplicações de grande escala desse conceito, a discussão sobre mídia regenerativa começa a encontrar eco em outras iniciativas e pesquisas internacionais que questionam o papel da publicidade na construção das cidades.Em São Paulo, uma pesquisa realizada pela Central de Outdoor em parceria com o Instituto QualiBest ajuda a dimensionar a receptividade da população a esse novo papel da mídia.
Entre os entrevistados, 83% no ambiente online e 95% nas entrevistas presenciais aprovam o uso de anúncios comerciais para financiar o restauro ou a reforma de edifícios públicos e privados degradados. Quando a proposta envolve recuperação e preservação de espaços públicos ou privados, os índices chegam a 84% no online e 97% no presencial.A percepção positiva também aparece quando o tema é diretamente relacionado à mídia exterior: 91% dos entrevistados online consideram importante adotar a mídia regenerativa para recuperar espaços públicos, percentual que chega a 99% nas entrevistas presenciais.
Para Halisson Pontarolla, presidente da Central de Outdoor, os dados ajudam a mostrar que existe espaço para uma nova relação entre publicidade e cidade. “A discussão sobre mídia regenerativa amplia o olhar sobre o papel da mídia exterior. Quando a comunicação está associada à recuperação de espaços, à preservação do patrimônio e à qualificação urbana, ela passa a fazer parte de uma agenda maior, de desenvolvimento e cuidado com a cidade.”
De São Paulo para outras cidades
A intenção do Boulevard é que a Avenida São João funcione como um laboratório para essa nova lógica. A infraestrutura digital prevista para o território poderá, além da exploração publicitária, ampliar a visibilidade de iniciativas culturais, atrações turísticas, serviços e ações de interesse público, criando uma conexão permanente entre a programação do Centro e as pessoas que circulam pela região.
A perspectiva é que a experiência possa ser replicada em outros territórios e cidades, criando uma rede de iniciativas em que mídia, patrimônio, negócios e desenvolvimento urbano passem a operar de maneira integrada.Nesse cenário, São Paulo pode estar diante de uma oportunidade que ultrapassa os limites da Avenida São João: transformar um dos principais corredores históricos do Centro em um primeiro grande exemplo de como a mídia pode não apenas ocupar a cidade, mas também ajudar a regenerá-la.
O projeto do Boulevard São João ainda depende das etapas e aprovações necessárias para sua implantação. Mas, se sair do papel em sua dimensão prevista, poderá colocar o Centro de São Paulo no centro de uma discussão que começa a ganhar força globalmente.

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