São Paulo, 3 de agosto de 2026 – Uma fábrica de meias localizada no bairro Bonsucesso, em Guarulhos, foi flagrada furtando energia elétrica durante uma operação de fiscalização realizada em conjunto pela Polícia Civil e por equipes técnicas da EDP, distribuidora responsável pelo fornecimento de energia no município. A inspeção revelou a ausência das fases A e B na instalação, além de violação do lacre do medidor, evidências que caracterizam o furto. Os responsáveis podem responder criminalmente e ainda são obrigados a ressarcir os valores da energia consumida e não faturada, conforme as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além dos custos administrativos e operacionais decorrentes da regularização da ocorrência. Desde 30 de abril deste ano, o furto de energia elétrica passou a ser punido com mais rigor no país. Com a entrada em vigor da Lei nº 15.397/2026, a pena para furto simples, que variava de um a quatro anos, passou para até seis anos de reclusão. Na prática, essa mudança tem um efeito imediato: como a pena máxima chega a seis anos, a autoridade policial não pode mais conceder fiança em casos de flagrante. O autuado permanece à disposição da Justiça até a audiência de custódia, quando o Poder Judiciário avalia o caso. Estratégias Em 2025, a EDP recuperou 24,5 GWh de energia furtada em Guarulhos, volume equivalente ao consumo mensal de toda a cidade de Lorena, no interior paulista, que tem 85 mil habitantes. Os resultados das operações antifraude da EDP mostram uma tendência consistente nos últimos anos: a reincidência entre clientes de grandes cargas, como comércios e indústrias, vem caindo de forma expressiva em toda a área de concessão da distribuidora. Parte desse avanço vem do uso de Inteligência Artificial, que ajuda a companhia a direcionar suas ações com mais precisão. A EDP também tem ampliado os pontos de blindagem mecânica em instalações de grandes cargas já flagradas em fraudes, e mantém parcerias estratégicas com órgãos públicos, como as polícias civis, para intensificar o combate a esse tipo de crime. Riscos e prejuízos Na maioria dos casos, o furto de energia é feito de forma amadora, sem qualquer condição mínima de segurança, o que coloca em risco não só quem pratica a fraude, mas também toda a vizinhança. A sobrecarga na rede elétrica causada por essas ligações irregulares pode gerar falta ou intermitência no fornecimento e até danificar equipamentos elétricos nas casas do entorno, em razão da queda na qualidade da energia. Por isso, o manuseio da rede deve ser feito exclusivamente por profissionais habilitados, com técnica e equipamentos de segurança adequados. O impacto do furto de energia, porém, vai além do risco imediato: ele também compromete a arrecadação de impostos embutidos na conta de luz, recursos que financiam áreas como saúde e educação. Como as normas da Aneel determinam que as perdas elétricas sejam consideradas no cálculo da tarifa, parte do custo da energia furtada acaba sendo repassada a todos os consumidores da rede, mesmo os que nunca cometeram irregularidade alguma. A EDP reforça o convite à população para denunciar ligações irregulares pelos canais de atendimento: Todos os canais são gratuitos e funcionam 24 horas. |
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