NTT DATA promove o debate sobre o equilíbrio entre autonomia tecnológica e supervisão humana, e como isso impacta a sociedade
Créditos: Divulgação
Maio de 2026 — Os novos modelos de inteligência artificial são cada vez mais poderosos e capazes de atuar com autonomia em diversas funções nas organizações. Mas somente as empresas que souberem redesenhar seus modelos aliando a autonomia da IA com governança humana serão capazes de transformar profundamente seus modelos de negócio e poderão deixar de competir para liderar em seus setores nos próximos anos. Essa foi a principal conclusão de um evento realizado pela NTT DATA no dia 5 de maio, que teve como tema “Autonomia orquestrada por humanos”.
O evento, que contou com apresentações de Bruno Magalhães, head de Business Process Services (BPS) da NTT DATA, e Daniela Griecco, head de Data & Analytics da NTT DATA, debateu como a tecnologia está entrando em uma nova fase, talvez a mais transformadora desde a primeira Revolução Industrial: a evolução da automatização para a autonomia, com sistemas inteligentes que, além de executar tarefas, analisam grandes volumes de informação, aprendem com os dados e tomam decisões em tempo real.
Essa evolução redefine o papel das pessoas, que deixam de dedicar tempo a tarefas operacionais e passam a focar funções mais estratégicas: interpretar, validar, decidir e estabelecer os critérios sob os quais os sistemas atuam. O futuro não será dominado por máquinas autônomas, mas por sistemas inteligentes operandos sob supervisão humana. O desafio passa do “fazer” para “dirigir como se faz”. Daniela Griecco observa que “todo processo de evolução humana partiu de evolução tecnológica, e estamos vivendo mais um desses momentos”.
A mudança é visível em diferentes setores. No financeiro, por exemplo, algoritmos analisam milhares de variáveis e sugerem decisões de crédito em segundos. Na indústria, sistemas autônomos ajustam processos produtivos e antecipam falhas antes que ocorram. Em telecomunicações, as redes se auto otimizam de forma dinâmica para evitar congestionamentos e melhorar a experiência do usuário.
Nesse contexto, um dos temas mais relevantes é o debate sobre a necessidade de gerar confiança. Para que essas tecnologias possam ser adotadas de forma sustentável, as decisões devem ser compreensíveis, rastreáveis e alinhadas a regras claras; caso contrário, surgem riscos como decisões difíceis de explicar, possíveis vieses ou desconfiança por parte de clientes e usuários.
“O papel do C-level e das equipes vai mudar, e haverá uma ressignificação das carreiras para ter capacidade de operar nesse sistema autônomo. As operações serão cada vez mais independentes e modulares”, diz Daniela.
É fundamental adotar um arcabouço adequado de controle que vá além do aspecto tecnológico: governar a autonomia implica definir, desde o desenho dos sistemas, quais decisões podem ser tomadas, em que condições e quando deve haver intervenção humana, além de estabelecer mecanismos de acompanhamento que permitam entender o que ocorreu em cada caso e por quê.
“Em cinco anos, a diferença entre uma empresa que lidera o mercado e uma que apenas sobrevive não estará em sua estratégia de produto, nem em sua capacidade comercial, mas em sua autonomia de operação”, afirma Bruno Magalhães. “As tecnologias que marcarão o futuro, como robótica, blockchain, digital twin e edge computing, já estão aqui, não precisamos inventá-las. Se as companhias seguirem o modelo de hoje, não serão mais competitivas. Hoje, elas têm a mentalidade de melhorar, quando precisam adotar a mentalidade da transformação. O grande ponto é pensar em transformar e repensar como tudo isso opera colocando o ser humano como peça central.”

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