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Ser Host vai muito além de fazer perguntas - Por Claudio R.Palermo

Ser Host vai muito além de fazer perguntas.  É criar conexões, conduzir conversas e gerar experiências memoráveis.  Ao longo da minha trajetória no rádio, podcasts, eventos e apresentações corporativas, percebi que muitos profissionais possuem conhecimento, mas ainda encontram dificuldades para conduzir entrevistas com segurança, naturalidade e presença.  Por isso desenvolvi minha Mentoria para Hosts, um treinamento prático para quem deseja apresentar podcasts, eventos, lives, programas de rádio e entrevistas com mais confiança e profissionalismo.  Durante a mentoria, trabalhamos técnicas de postura, improviso, controle emocional, elaboração de perguntas, escuta ativa e estratégias para criar uma conexão genuína com convidados e audiência.  Um bom host não apenas conduz uma conversa. Ele transforma conteúdo em experiência. Se você deseja elevar seu nível de comunicação e se destacar como apresentador, estou pronto para ajudá-lo nessa jornada. 📲 Informações: (11...

Suíça: Língua portuguesa ganhou espaço no Salão do Livro de Genebra

 A nossa reportagem acompanhou a edição 2026 do “Salão Internacional do Livro de Genebra”, considerada a maior feira editorial da Suíça francófona, que decorreu entre 18 e 22 de março, celebrando a sua 40ª edição com cerca de 100 mil visitantes e 1.500 autores.

Um evento que contou com a presença da língua portuguesa através do stand E-Linia Brandt, integrado no “Europa Literatura Network - Clube de Networking Literário”, que recebeu escritores portugueses, brasileiros e de outras geografias lusófonas.

Num ambiente marcado pela diversidade cultural, o espaço destacou-se como ponto de encontro para autores da lusofonia, refletindo a importância da comunidade portuguesa e brasileira na Suíça, e afirmando a língua portuguesa num contexto editorial internacional.

Em entrevista, Linia Brandt explicou que a criação do projeto nasceu de uma necessidade pessoal, afirmando que “a iniciativa nasceu da necessidade de falar para o mundo que eu era escritora”, numa trajetória que começou de forma individual e evoluiu para uma plataforma coletiva de apoio a outros autores.

A entrada no Salão do Livro surgiu de forma quase inesperada, quando percebeu as limitações de acesso ao evento.



“Procurei ter uma mesa aqui no Salão e não tinha mais espaço disponível, apenas um stand”, destacou. Foi neste sentido que Linia procurou estruturar um projeto próprio e criar um espaço dedicado à literatura independente. A partir desse momento, o stand E-Linia Brandt passou a assumir um papel agregador dentro da comunidade lusófona.

“Convidei escritores a virem partilhar comigo esse momento”, disse, recordando que, hoje, o seu espaço “é dedicado a todos os escritores independentes que não sabem para onde ir”, posicionando assim “como uma porta de entrada para novos autores no circuito internacional”.

A iniciativa responde também a uma lacuna identificada ao longo dos anos no próprio evento.

“Sempre procurava no Salão um livro em português”, sublinhou, porém, a reduzida presença de obras lusófonas reforçou a sua missão de “criar um espaço próprio para essa representação”. Um compromisso que se traduziu na abertura do projeto a novos participantes.

“Todos que queiram estar no Salão, participando no meu stand, são bem-vindos”, afirmou.

Para além da promoção de outros autores, Linia Brandt apresentou também os seus próprios livros, centrados na experiência da imigração, identidade e desenvolvimento pessoal. 

Entre as obras destacam-se “Uma Edelweiss com Raízes Brasileiras”, onde reflete sobre 26 anos de imigração na Suíça; “Quer Imigrar para a Suíça?”, dedicado aos desafios emocionais e sociais do percurso migratório; e “A Arte de Viver Bem, Praticando o Jejum”, baseado na sua experiência pessoal de transformação.


A autora assume a sua identidade como um equilíbrio entre culturas, manifestando ter orgulho em dizer que é suíça, assim como em dizer que é brasileira. No âmbito do evento, foi ainda apresentada a nova revista “40 anos, 40 Mulheres Construtoras de Pontes”, lançada no próprio Salão do Livro de Genebra, reunindo testemunhos femininos ligados à diáspora e à construção de percursos entre culturas.

“Essa revista é para todas as mulheres que atravessam pontes”, disse.

“Posso dizer que a nossa presença no Salão do Livro de Genebra afirma-se como uma plataforma de visibilidade para a língua portuguesa, contribuindo para a afirmação da literatura lusófona num evento de dimensão internacional e reforçando o papel das comunidades emigrantes na difusão cultural”, finalizou Linia Brandt.

Imagem: Linia Brandt, responsável pela iniciativa. Foto: Agência Incomparáveis


Ígor Lopes - Jornalista

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