No âmbito do primeiro Encontro Nacional de Casas dos Açores, realizado no sábado, dia 24,
na Casa dos Açores de Lisboa, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e
Comunidades, Paulo Estêvão, reiterou o compromisso do governo regional com as Casas dos
Açores sediadas em território nacional, sublinhando a importância do reforço da cooperação
e da criação de sinergias entre estas entidades.
A iniciativa, promovida pelo governo açoriano, contou igualmente com a presença do
secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, e do diretor regional das
Comunidades, José Andrade, que mencionou à nossa reportagem que o encontro reuniu,
pela primeira vez, as quatro associações atualmente existentes: Casa dos Açores de Lisboa
(1927), Casa dos Açores do Norte (1980), Casa dos Açores da Madeira (2019) e Casa dos
Açores da Região Centro (2024), bem como duas outras que se encontram em fase de
constituição: a Casa dos Açores do Algarve e a Casa dos Açores do Alentejo.
“A iniciativa visa dois objetivos concretos e imediatos: por um lado, criar uma rede nacional
de Casas dos Açores, que facilite a realização de iniciativas conjuntas e a implementação de
atividades em itinerância (por exemplo, uma exposição sucessivamente apresentada em
todas elas); por outro lado, aproveitar a localização estratégica das Casas dos Açores, que já
preenchem quase todo o território português, para uma verdadeira promoção nacional dos
produtos regionais que se encontram certificados com a Marca Açores”, explicou José
Andrade, que sublinhou ainda que, “desta forma, as Casas dos Açores em território
português reforçam a sua vocação estratégica de promover e valorizar a identidade cultural
e a capacidade económica das nossas ilhas no nosso país”.
Por sua vez, e durante a sua intervenção, Paulo Estêvão destacou que “a criação e
potenciação de encontros da rede nacional das Casas dos Açores permitirá fomentar
sinergias e ampliar a capacidade de projeção e execução das ações que cada uma das casas
desenvolve ao longo do ano”, defendendo uma atuação mais articulada e estratégica entre
as diferentes entidades.
Ainda no seu discurso, Paulo Estêvão voltou a apelar à colaboração das Casas dos Açores na
preparação e planificação das comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, cuja
organização está a ser desenvolvida pela Secretaria Regional desde 2024 e que serão
assinaladas em 2027.
O responsável governamental valorizou ainda o “enorme apoio” que os Açores estão a
receber de entidades nacionais, da diáspora e de países e regiões com forte presença
açoriana, sublinhando que esse envolvimento resulta do prestígio da Região e das suas
comunidades.
Durante o primeiro Encontro Nacional de Casas dos Açores, foi também realizada uma ação
de formação sobre a Marca Açores, com o objetivo de “capacitar as Casas para a promoção
nacional dos produtos regionais, permitindo aos participantes conhecer as estratégias
associadas à marca e refletir sobre formas de valorização e divulgação dos produtos
açorianos”.
“A este primeiro encontro poderão seguir-se outros em Portugal e este modelo poderá
mesmo ser aplicado também a outros países, como, por exemplo, o Brasil, onde existe o
maior número atual de Casas dos Açores: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Santa Catarina,
Rio Grande do Sul, Maranhão, Espírito Santo e Minas Gerais”, finalizou José Andrade.
Ígor Lopes

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