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Medicamentos para emagrecer ajudam no tratamento da esteatose hepática?

 Dr. Vagner Chiapetti, endocrinologista e nutrólogo, explica como a perda de peso induzida por medicamentos pode contribuir para a redução da gordura no fígado e reforça a importância do acompanhamento médico


A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma condição cada vez mais frequente e diretamente relacionada ao sobrepeso, à obesidade e às alterações metabólicas, como resistência à insulina e diabetes tipo 2. Com o crescimento do uso de medicamentos para emagrecimento, surge a dúvida: essas terapias também podem auxiliar no tratamento da doença?

De acordo com o Dr. Vagner Chiapetti, endocrinologista e nutrólogo, a resposta é positiva quando o tratamento é bem indicado. “A esteatose hepática está ligada ao excesso de gordura corporal e ao descontrole metabólico. Quando conseguimos uma perda de peso sustentada, o fígado responde de forma muito favorável, reduzindo o acúmulo de gordura”, explica o especialista.

A base do tratamento da esteatose hepática não alcoólica envolve mudanças no estilo de vida, com reeducação alimentar, prática regular de atividade física e controle de fatores de risco cardiovascular. Nesse cenário, os medicamentos para emagrecimento podem atuar como importantes aliados.

“Essas medicações auxiliam no controle do apetite, melhoram a sensibilidade à insulina e reduzem processos inflamatórios no organismo. Tudo isso contribui diretamente para a melhora da saúde hepática”, afirma Dr. Chiapetti. Segundo ele, estudos demonstram que uma redução de 5% a 10% do peso corporal já é capaz de promover melhora significativa da esteatose e, em alguns casos, reverter o quadro.

Apesar dos benefícios, o especialista faz um alerta: os medicamentos não devem ser encarados como solução única. “Eles funcionam como parte de um plano terapêutico. Sem mudanças no estilo de vida, os resultados não se sustentam a longo prazo”, destaca.

Além disso, nem todos os pacientes são candidatos a esse tipo de tratamento. “A indicação deve ser individualizada, considerando o grau da esteatose, a presença de obesidade, diabetes e outras doenças associadas”, explica.

Para o endocrinologista, o acompanhamento médico é indispensável. “Estamos lidando com medicamentos que interferem no metabolismo. Por isso, é fundamental monitorar o paciente, avaliar exames e acompanhar a evolução do fígado ao longo do tratamento”, reforça.

Dr. Vagner Chiapetti conclui destacando que o avanço das terapias trouxe novas possibilidades para o tratamento da doença. “Hoje temos recursos mais eficazes para combater a obesidade e, consequentemente, a gordura no fígado. Quando bem indicados e acompanhados, esses medicamentos podem prevenir a progressão da esteatose e reduzir o risco de complicações futuras.”



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