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Ser Host vai muito além de fazer perguntas - Por Claudio R.Palermo

Ser Host vai muito além de fazer perguntas.  É criar conexões, conduzir conversas e gerar experiências memoráveis.  Ao longo da minha trajetória no rádio, podcasts, eventos e apresentações corporativas, percebi que muitos profissionais possuem conhecimento, mas ainda encontram dificuldades para conduzir entrevistas com segurança, naturalidade e presença.  Por isso desenvolvi minha Mentoria para Hosts, um treinamento prático para quem deseja apresentar podcasts, eventos, lives, programas de rádio e entrevistas com mais confiança e profissionalismo.  Durante a mentoria, trabalhamos técnicas de postura, improviso, controle emocional, elaboração de perguntas, escuta ativa e estratégias para criar uma conexão genuína com convidados e audiência.  Um bom host não apenas conduz uma conversa. Ele transforma conteúdo em experiência. Se você deseja elevar seu nível de comunicação e se destacar como apresentador, estou pronto para ajudá-lo nessa jornada. 📲 Informações: (11...

“Presença de atores portugueses nas novelas brasileiras ajudou a mudar a imagem do Português no Brasil”

 O projeto “Bicentenário do Tratado de Amizade Brasil–Portugal e “50 Anos de Conexão entre Artistas Brasileiros e Portugueses na TV”, que será realizado entre 2025 e 2026, teve início com o lançamento da pedra fundamental na última quarta-feira, 10 de setembro, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Brasil.

A iniciativa celebra a assinatura, em 29 de agosto de 1825, do “Tratado de Amizade e Reconhecimento da Independência”, que consolidou as relações diplomáticas entre os dois países. Em 2026, a programação cultural reunirá atividades em diferentes espaços e formatos, reforçando a amizade e a integração no universo lusófono.

Idealizado e coordenado pelo ator e diretor português Tony Correia, de 72 anos, residente no Brasil, o projeto tem produção de Chris Nascimento, da CN Filmes, e apoio da Embaixada de Portugal no Brasil. A proposta destaca a contribuição dos países de língua portuguesa para a teledramaturgia, a música e as artes no Brasil.

Na agenda, estão previstos, além das atividades formativas, palestras e rodas de conversa, entre outras ações, como um evento comemorativo pelos “50 anos de Conexão Lusófona nas Telas”, “Mostra fotográfica sobre o bicentenário”, “Dois espetáculos musicais com artistas do Brasil, de Portugal e de outros países lusófonos”, “Espetáculo teatral “Um Jardim à Beira-Mar””, inspirado em Camões, “Festival Gastronómico Brasil-Portugal” e o lançamento de um “livro comemorativo com registos históricos e artísticos”.



Fatores de aproximação entre Brasil e Portugal

Em declarações à nossa reportagem, Tony Correia explicou os contornos do projeto “Bicentenário do Tratado de Amizade Brasil–Portugal”.

“Em 1822, D. Pedro proclama a Independência do Brasil, durante três anos houve vários confrontos bélicos até que em 29 de setembro de 1825 é assinado o tratado de Paz e Amizade. Portugal reconhece o Brasil como país independente. Ambos os países devem buscar a mais perfeita amizade”, frisou o ator, que sublinhou também a importância de se abordarem os “50 Anos de Conexão Lusófona nas Telas”, que destaca a presença de atores portugueses nas novelas brasileiras.

“A presença de atores portugueses nas novelas brasileiras ajudou a mudar a imagem do Português no Brasil. De personagem anedótico, o bulling para muitas crianças - passou a ser capa de revista e personagens como  Machadinho ; passaram a ser sinónimo de jovem bonito e educado. Da mesma maneira os artistas brasileiros encantaram os portugueses e expressões das novelas passaram a integrar o vocabulário lusitano”, frisou.


No eixo da gastronomia, haverá momentos para saborear os “deliciosos alimentos” e “agradecer aos grandes navegadores por terem enriquecido a nossa mesa com tantas cores e novos sabores”, como, por exemplo, “Portugal não tinha batatas, o Brasil não tinha gado, galinha nem coco”.

Já o livro comemorativo terá um contributo igualmente importante, pois será capaz de “não deixar cair no esquecimento as grandes efemérides da nossa história comum”, já que irá “documentar, com graça, leveza e bom humor as histórias da História e os bastidores dos artistas na construção de personagens que nos marcaram, cá e lá”.

Enriquecer o património cultural Segundo os seus organizadores, as demais iniciativas do projeto, como atividades formativas, palestras e rodas de conversa, pretendem estimular novas colaborações entre os dois lados do Atlântico.

“Pretendemos alcançar estudantes, professores, empresários, autoridades através de apresentações e atividades em várias cidades brasileiras e portuguesas”, mencionou Tony, que revelou que a ideia é que “a festa tem de continuar a ser bonita, Pá, com atores, cantores, que, há 50 anos, nos divertem e enriquecem o património cultural.

Hoje, a eles se juntam treinadores e jogadores de futebol”.

Currículo “multisetorial” entre Brasil e Portugal

António Fernandes Alves Correia, conhecido profissionalmente como Tony Correia, nasceu em Canas de Senhorim, Portugal, em 6 de junho de 1953. É ator, diretor, modelo, roteirista, locutor, apresentador, autor, poeta, escritor, “garoto-propaganda”, produtor e executivo português radicado no Brasil, onde ministra cursos de oratória.

Estudou Engenharia na Universidade de Coimbra, Portugal.

O desejo de atuar coincidiu com a sua chegada ao Brasil em janeiro de 1976 para visitar os tios no Rio de Janeiro: Tony observou as fachadas da TV Globo, onde conheceu o ator e produtor Moacyr Deriquém, que o chamou para fazer um teste para a novela “O Casarão”, de Lauro César Muniz. Passou no teste e ingressou na trama fazendo o personagem Jacinto e, pelo grande sucesso, foi escalado para “Locomotivas” no ano seguinte, onde foi o galã com o charmoso “Machadinho”. 

Atuou em outras várias produções para a TV e cinema.

Escreveu, roteirizou e produziu, dentre tantas peças, o espetáculo “Navegar é Preciso... Em Prosa, Verso e Riso”, que lhe rendeu diversos prémios e uma comenda da “Ordem do Infante D. Henrique” em Portugal, condecoração entregue no Rio de Janeiro.

“Sou comendador da Ordem do Infante D. Henrique, o que mais me obriga a estar atento às oportunidades de divulgar a nossa cultura e, através dela, desenvolver a união, a integração e a solidariedade entre nós”, finalizou Tony Correia.

Ígor Lopes

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