Pular para o conteúdo principal

Ser Host vai muito além de fazer perguntas - Por Claudio R.Palermo

Ser Host vai muito além de fazer perguntas.  É criar conexões, conduzir conversas e gerar experiências memoráveis.  Ao longo da minha trajetória no rádio, podcasts, eventos e apresentações corporativas, percebi que muitos profissionais possuem conhecimento, mas ainda encontram dificuldades para conduzir entrevistas com segurança, naturalidade e presença.  Por isso desenvolvi minha Mentoria para Hosts, um treinamento prático para quem deseja apresentar podcasts, eventos, lives, programas de rádio e entrevistas com mais confiança e profissionalismo.  Durante a mentoria, trabalhamos técnicas de postura, improviso, controle emocional, elaboração de perguntas, escuta ativa e estratégias para criar uma conexão genuína com convidados e audiência.  Um bom host não apenas conduz uma conversa. Ele transforma conteúdo em experiência. Se você deseja elevar seu nível de comunicação e se destacar como apresentador, estou pronto para ajudá-lo nessa jornada. 📲 Informações: (11...

PRIMEIRO FESTIVAL POLIESPORTIVO PARA PESSOAS TRANS É PROMOVIDO EM SÃO PAULO

 Jogos Nix Trans acontecem no fim de agosto com expectativa de reunir mais de 3 mil pessoas, promovendo o esporte como ferramenta de inclusão e visibilidade


Divulgação Nix: Imagem ilustrativa - TransNoCorre


O esporte possui o poder de transformar vidas, mas para muitas pessoas trans ainda é um espaço marcado pela exclusão, violência, preconceito e invisibilidade. Foi pensando em mudar essa realidade que a Nix Diversidade, consultoria de diversidade, economia criativa e social, junto com coletivos parceiros anunciam a estreia dos Jogos Nix Trans, o primeiro festival poliesportivo do Brasil protagonizado por talentos trans. De 22 a 24 de agosto, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa Marechal Mário Ary Pires, em São Paulo, será palco de uma programação diversa e vibrante, com o objetivo de promover a cidadania esportiva da comunidade trans.
 

O primeiro dia do evento poliesportivo será dedicado a palestras e rodas de conversa que vão dar voz às vivências, desafios, políticas públicas e conquistas da comunidade trans criando um espaço de escuta, troca e conexão. Nos demais dias, os jogos tomam conta com torneios exclusivos para pessoas e coletivos trans, e vivências abertas também para todas as pessoas aliadas da causa. A previsão é ter mais de 600 participantes nas modalidades como vôlei, futsal e corrida, com expectativa de mais de 3 mil pessoas ao longo dos três dias. Mais do que competição, os Jogos Nix Trans são um convite à inclusão, à diversidade e ao respeito. Um passo necessário para garantir que todo corpo tenha o direito de existir, jogar e vencer.
 

“Queremos chamar atenção para o fato de que pessoas trans têm o direito de ocupar quadras, campos e ginásios. Não só como atletas, mas verdadeiros protagonistas. Todo o evento é um convite para repensarmos o esporte como um espaço realmente coletivo e transformador”, afirma Fabrício Addeo Ramos, diretor da Nix Diversidade.
 

A expectativa é de tornar os Jogos Nix Trans um evento anual, que siga fortalecendo redes, inspirando novos coletivos e ampliando a presença de pessoas trans em diferentes ambientes do esporte. “Nossa proposta é garantir o direito ao esporte e ao lazer para pessoas trans e travestis, enfrentando as barreiras de exclusão e violência ainda presentes nos ambientes esportivos tradicionais. Ao reunir coletivos, atletas, praticantes e profissionais da saúde e da gestão esportiva, os Jogos Nix Trans também estimulam o debate qualificado sobre inclusão, fortalecendo redes de apoio e construindo referências positivas para a comunidade”, pontua Júnior de Lima Beserra, homem trans, coordenador de programação do evento e fundador do coletivo Spartanos.
 

Um movimento que nasce da própria comunidade

A ideia dos Jogos Nix Trans surgiu a partir de uma demanda da própria comunidade trans em São Paulo, identificada em conversas com coletivos parceiros da Nix Diversidade, como o Angels Volley e os Meninos Bons de Bola. Em anos de atuação, esses grupos mostraram que faltava mais do que inclusão simbólica, era preciso construir um evento genuíno no qual a comunidade pudesse viver o esporte com mais liberdade e pertencimento.
 

Essa construção também se apoia em dados que escancaram um abismo: segundo um estudo realizado pela Nix Diversidade em parceria com a Nike em 2022, 42,8% da população LGBTQIAP+ no Brasil não tem acesso ao esporte. Entre os principais motivos estão falta de companhia, falta de tempo e, principalmente, experiências de discriminação, assédio e violência – mais de 63% das pessoas LGBTQIAP+ já presenciaram ou viveram episódios de preconceito em ambientes esportivos.
 

“A maioria reconhece a importância do esporte, mas nem sempre se sente segura para praticá-lo. Os Jogos Nix Trans nascem justamente para contribuir para uma mudança real, com acolhimento, coragem e afeto, queremos transformar o esporte em um espaço de cura, resistência e autoestima”, comenta Fabrício.
 

Um festival de histórias reais

Em cada coletivo envolvido nos jogos, há histórias que inspiram. Como a de Thaís Tavares, que encontrou no vôlei o caminho para retomar os estudos, fortalecer sua autoestima e, ainda, estrear na Liga Francesa. Ou a de Mikaella Reis, que deixou a prostituição e hoje é técnica em enfermagem, educadora social, palestrante e prestes a formar em Gestão de Saúde Pública. Também há histórias como a de Paola Santos, que reconstruiu sua vida pessoal e profissional por meio do esporte, e As Leoas, parte do coletivo IMBB, o primeiro time de mulheres trans do futebol brasileiro.
 

“A presença de pessoas trans e travestis no esporte veio para ficar. A ciência médica já confirma que essa participação é justa, segura e viável, e cada vez mais a gestão do esporte é feita por quem reconhece que a inclusão de pessoas trans fortalece não apenas a comunidade, mas todo o ambiente esportivo. Quando o esporte se abre para a diversidade, todas pessoas ganham: pessoas trans e cisgênero compartilham experiências, aprendem mutuamente e constroem em conjunto uma sociedade mais justa, respeitosa e plural. O futuro do esporte é para todas as pessoas.” finaliza Júnior de Lima Beserra.
 

Para mais detalhes e informações sobre o evento, acesse o site da organização.
 

SOBRE O EVENTO
Jogos Nix Trans - 1ª edição
Local: Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa Marechal Mário Ary Pires. Av. Ibirapuera, 1315 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04029-000. Entrada pela: Rua Pedro de Toledo, 159
Data: 22 a 24 de agosto;
Programação: 22 de agosto (rodas de conversas e palestras), 23 e 24 de agosto (torneios, amistosos, aulas, entre outras atividades);
Horários: 22 de agosto (14h às 19h), 23 de agosto (9h às 19h) e 24 de agosto (9h às 20h30).
Patrocinadores, apoiadores e parceiros: Os Jogos Nix Trans é uma realização da Nix Diversidade, com apoio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, da Prefeitura de São Paulo, patrocínio da IBM e da RD Saúde por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, Ministério do Esporte, Governo Federal. O projeto também conta com parceria com a Nike e da Ideal Axicom, agência de Relações Públicas e Comunicação 




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Porto: Prémio “Estrela do Atlântico” terá terceira edição em 1º de março

 A terceira edição do Prémio Estrela do Atlântico será realizada em 1º de março (domingo), no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, numa cerimónia voltada à comunidade brasileira residente na Europa. A iniciativa tem como objetivo, segundo os seus organizadores, “reconhecer trajetórias de brasileiros estabelecidos no continente”. Segundo apurámos, o evento prevê a entrega de troféus, apresentações musicais e participação do público por meio de votação online, que, segundo os seus responsáveis, já ultrapassou 40 mil votos. Organizado pelo brasileiro Higor Cerqueira, o prémio reúne nesta edição 112 influenciadores digitais de diferentes países europeus, com um alcance somado de mais de 13 milhões de seguidores nas redes sociais. Além deles, 24 empresários integram a lista de nomeados.  As premiações estão divididas em duas classes: Personalidades em destaque e empresas e negócios, com categorias definidas a partir das indicações recebidas. A organização afirma que os ingressos estão ...

Açores: Prefeito de Andrelândia no Brasil quer resgatar ligações históricas com o Faial

 Durante visita a Ponta Delgada, nos Açores, o prefeito de Andrelândia, no estado brasileiro de Minas Gerais, Francisco Reginaldo Nogueira, destacou a importância da ligação histórica e simbólica entre o seu município e o arquipélago português, sublinhando que a visita “integra um processo de aproximação institucional com potencial para gerar novos projetos conjuntos”. Em entrevista exclusiva à nossa reportagem, no âmbito da missão empresarial da Casa dos Açores de Minas Gerais realizada entre 20 e 24 de abril nos Açores, o prefeito brasileiro destacou o caráter inédito da deslocação e o seu impacto histórico e relacional. “Acho que esta missão é algo inédito não só para a Andrelândia, mas para várias regiões”, afirmou Francisco Reginaldo Nogueira, acrescentando que a iniciativa “vai resgatar não só a questão financeira, mas também histórica”. Este responsável sublinhou a forte ligação identitária entre os dois territórios, recordando a origem açoriana do município mineiro. “Andrel...

Semana do meio ambiente: IA e produção sob demanda ganham espaço na moda para reduzir desperdícios

  Produção sob demanda e inteligência preditiva avançam como alternativas para tornar a indústria mais eficiente, reduzindo perdas e excessos na produção   Crédito: Fernando César Em um momento em que a indústria da moda é cada vez mais pressionada a rever seus impactos ambientais e seus modelos produtivos, ganham destaque empresas que há anos vêm apostando em modelos mais eficientes para enfrentar desafios históricos do setor, como excesso de produção, descarte de peças e ineficiências logísticas.  A combinação entre tecnologia, eficiência operacional e práticas mais sustentáveis tem se consolidado como um caminho para reduzir desperdícios, aumentar a rentabilidade e construir operações mais alinhadas ao consumo real. Nesse contexto, modelos produtivos mais enxutos, com menor dependência de estoque e maior previsibilidade de demanda ganham relevância ao demonstrar que crescimento e responsabilidade podem caminhar juntos.   Antes mesmo de a discussão ganhar protagoni...