Pular para o conteúdo principal

Ser Host vai muito além de fazer perguntas - Por Claudio R.Palermo

Ser Host vai muito além de fazer perguntas.  É criar conexões, conduzir conversas e gerar experiências memoráveis.  Ao longo da minha trajetória no rádio, podcasts, eventos e apresentações corporativas, percebi que muitos profissionais possuem conhecimento, mas ainda encontram dificuldades para conduzir entrevistas com segurança, naturalidade e presença.  Por isso desenvolvi minha Mentoria para Hosts, um treinamento prático para quem deseja apresentar podcasts, eventos, lives, programas de rádio e entrevistas com mais confiança e profissionalismo.  Durante a mentoria, trabalhamos técnicas de postura, improviso, controle emocional, elaboração de perguntas, escuta ativa e estratégias para criar uma conexão genuína com convidados e audiência.  Um bom host não apenas conduz uma conversa. Ele transforma conteúdo em experiência. Se você deseja elevar seu nível de comunicação e se destacar como apresentador, estou pronto para ajudá-lo nessa jornada. 📲 Informações: (11...

Menopausa: Por que tantas mulheres ainda sofrem mesmo com tanta informação?

 Entenda os desafios persistentes e a importância de um acompanhamento ginecológico humanizado e individualizado

 
A menopausa, apesar de ser uma fase natural da vida feminina, continua a ser acompanhada por sofrimentos físicos e emocionais por boa parte das mulheres. Mesmo vivendo em uma época com um alto volume de informações sobre saúde, bem-estar e terapias disponíveis, muitas delas ainda se sentem perdidas, desamparadas ou mal compreendidas ao atravessar o climatério e a menopausa.

“As alterações hormonais que marcam essa fase provocam mudanças profundas no corpo e na mente. No entanto, por diversos fatores — entre eles o estigma, a desinformação ou a negligência — esses sintomas muitas vezes não são tratados com o cuidado que merecem. Neste cenário, a presença ativa de um ginecologista bem preparado faz toda a diferença”, aponta a médica ginecologista Flávia Mambrini, pós-graduada em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e Santa Casa de São Paulo.

As brasileiras estão entre as mulheres que mais sofrem os impactos negativos da menopausa, segundo revelou dados da pesquisa Experiência e Atitudes na Menopausa, realizada neste ano pela farmacêutica Astellas em seis países. Oito a cada dez mulheres brasileiras afirmaram sentir efeitos psicológicos negativos devido à menopausa, incluindo ansiedade (58%), depressão (26%), constrangimento (20%) e vergonha (16%).

Menopausa: um marco de transição e reestruturação

A menopausa é definida como a ausência de menstruação por 12 meses consecutivos, resultado da falência natural dos ovários e da queda dos níveis de estrogênio e progesterona. Contudo, a fase que a antecede, o climatério, pode durar anos e causar uma grande variedade de sintomas que afeta a saúde física, emocional, sexual e mental, como:
* Ondas de calor (afrontamentos) e suores noturnos;
* Fadiga, irritabilidade e alterações de humor;
* Secura vaginal, dor nas relações sexuais, redução da libido;
* Insónias e dificuldade de concentração;
* Ganho de peso e alterações na distribuição da gordura corporal;-
* Diminuição da densidade óssea e risco aumentado de osteoporose.



 
Por que a menopausa ainda é um problema invisível?

Mesmo com tantas informações disponíveis, a menopausa ainda é muitas vezes tratada como um “assunto menor” ou um “mal inevitável”. Isso acontece por uma série de motivos, tais como:
Normalização do sofrimento: sintomas são vistos como “naturais” e, por isso, negligenciados ou banalizados, tanto por profissionais de saúde como pelas próprias mulheres;
Falta de formação específica: nem todos os ginecologistas têm formação atualizada e/ou especializada em menopausa, o que prejudica um tratamento adequado;
Estigma associado ao envelhecimento: em muitas culturas, a menopausa ainda é encarada como um sinal de perda da feminilidade, da sexualidade e da produtividade;
Medo e desinformação sobre a terapia hormonal: mitos antigos sobre riscos da terapia hormonal ainda afastam muitas mulheres de uma opção segura e eficaz.

“O ginecologista é o profissional central no cuidado da mulher nesta fase. O seu papel vai muito além da prescrição de medicamentos. É necessário realizar uma escuta ativa e empática, compreendendo os impactos físicos e emocionais dos sintomas; avaliar de forma individualizada com base no histórico clínico, familiar e nas queixas específicas da paciente, e orientar a paciente sobre tratamentos hormonais e não hormonais, sempre com base em evidências científicas. 

Isso tudo além de avaliar os riscos cardiovasculares, densidade óssea e metabolismo e promover o autocuidado, autoestima e bem-estar como parte do tratamento”, explica Flávia Mambrini, que atua em Campinas, no interior de São Paulo.

A especialista ainda diz que a terapia hormonal da menopausa (THM), quando indicada de forma correta, melhora significativamente a qualidade de vida e ajuda a prevenir doenças, como osteoporose, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. “No entanto, é fundamental personalizar o tratamento, considerando o perfil e as expectativas de cada paciente”, complementa.

Enfrentar a menopausa com qualidade de vida e bem-estar é um direito de todas as mulheres. Por isso, é essencial que profissionais de saúde, em especial os ginecologistas, estejam preparados para oferecer um atendimento individualizado, atualizado e empático, rompendo com os tabus que ainda cercam essa fase da vida.

“A menopausa não deve ser vista como o fim da vitalidade feminina, mas como uma nova etapa que pode ser vivida com equilíbrio, autoconhecimento e saúde plena. O primeiro passo é garantir que cada mulher se sinta ouvida, acolhida e bem orientada — e, para isso, informação de qualidade aliada ao acompanhamento médico humanizado são ferramentas poderosas de transformação”, conclui Flávia Mambrini.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Porto: Prémio “Estrela do Atlântico” terá terceira edição em 1º de março

 A terceira edição do Prémio Estrela do Atlântico será realizada em 1º de março (domingo), no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, numa cerimónia voltada à comunidade brasileira residente na Europa. A iniciativa tem como objetivo, segundo os seus organizadores, “reconhecer trajetórias de brasileiros estabelecidos no continente”. Segundo apurámos, o evento prevê a entrega de troféus, apresentações musicais e participação do público por meio de votação online, que, segundo os seus responsáveis, já ultrapassou 40 mil votos. Organizado pelo brasileiro Higor Cerqueira, o prémio reúne nesta edição 112 influenciadores digitais de diferentes países europeus, com um alcance somado de mais de 13 milhões de seguidores nas redes sociais. Além deles, 24 empresários integram a lista de nomeados.  As premiações estão divididas em duas classes: Personalidades em destaque e empresas e negócios, com categorias definidas a partir das indicações recebidas. A organização afirma que os ingressos estão ...

Açores: Prefeito de Andrelândia no Brasil quer resgatar ligações históricas com o Faial

 Durante visita a Ponta Delgada, nos Açores, o prefeito de Andrelândia, no estado brasileiro de Minas Gerais, Francisco Reginaldo Nogueira, destacou a importância da ligação histórica e simbólica entre o seu município e o arquipélago português, sublinhando que a visita “integra um processo de aproximação institucional com potencial para gerar novos projetos conjuntos”. Em entrevista exclusiva à nossa reportagem, no âmbito da missão empresarial da Casa dos Açores de Minas Gerais realizada entre 20 e 24 de abril nos Açores, o prefeito brasileiro destacou o caráter inédito da deslocação e o seu impacto histórico e relacional. “Acho que esta missão é algo inédito não só para a Andrelândia, mas para várias regiões”, afirmou Francisco Reginaldo Nogueira, acrescentando que a iniciativa “vai resgatar não só a questão financeira, mas também histórica”. Este responsável sublinhou a forte ligação identitária entre os dois territórios, recordando a origem açoriana do município mineiro. “Andrel...

Semana do meio ambiente: IA e produção sob demanda ganham espaço na moda para reduzir desperdícios

  Produção sob demanda e inteligência preditiva avançam como alternativas para tornar a indústria mais eficiente, reduzindo perdas e excessos na produção   Crédito: Fernando César Em um momento em que a indústria da moda é cada vez mais pressionada a rever seus impactos ambientais e seus modelos produtivos, ganham destaque empresas que há anos vêm apostando em modelos mais eficientes para enfrentar desafios históricos do setor, como excesso de produção, descarte de peças e ineficiências logísticas.  A combinação entre tecnologia, eficiência operacional e práticas mais sustentáveis tem se consolidado como um caminho para reduzir desperdícios, aumentar a rentabilidade e construir operações mais alinhadas ao consumo real. Nesse contexto, modelos produtivos mais enxutos, com menor dependência de estoque e maior previsibilidade de demanda ganham relevância ao demonstrar que crescimento e responsabilidade podem caminhar juntos.   Antes mesmo de a discussão ganhar protagoni...