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Ser Host vai muito além de fazer perguntas - Por Claudio R.Palermo

Ser Host vai muito além de fazer perguntas.  É criar conexões, conduzir conversas e gerar experiências memoráveis.  Ao longo da minha trajetória no rádio, podcasts, eventos e apresentações corporativas, percebi que muitos profissionais possuem conhecimento, mas ainda encontram dificuldades para conduzir entrevistas com segurança, naturalidade e presença.  Por isso desenvolvi minha Mentoria para Hosts, um treinamento prático para quem deseja apresentar podcasts, eventos, lives, programas de rádio e entrevistas com mais confiança e profissionalismo.  Durante a mentoria, trabalhamos técnicas de postura, improviso, controle emocional, elaboração de perguntas, escuta ativa e estratégias para criar uma conexão genuína com convidados e audiência.  Um bom host não apenas conduz uma conversa. Ele transforma conteúdo em experiência. Se você deseja elevar seu nível de comunicação e se destacar como apresentador, estou pronto para ajudá-lo nessa jornada. 📲 Informações: (11...

Mulher negra, autista e ativista social vence o The Best Speaker Brasil 2025, reality que revela novas vozes da palestra no país

 Betty Mae Agi foi o destaque da grande final realizada neste sábado (29), em Porto Alegre



Betty Agi, vencedora do The Best Speaker Brasil 2025. Crédito: Carolina Ferronato


Em uma disputa em que a palavra é protagonista, foi o silêncio que marcou o momento mais importante da segunda edição do The Best Speaker Brasil (TBS), único reality show de palestrantes do mundo. Na tarde deste sábado (29), durante a grande final realizada na Catedral Metropolitana de Porto Alegre, o público levantou as mãos e acenou no ar para comemorar — sem aplausos. O gesto coletivo, incomum em competições, ocorreu em respeito à nova vencedora, Betty Mae Agi, que tem hipersensibilidade auditiva. Assim, envolta por uma celebração silenciosa, ela foi consagrada a grande campeã entre 35.639 inscritos, número recorde do programa.


Representante de Goiás, Betty entregou uma das apresentações mais potentes da temporada. Biomédica, mulher negra, autista e ativista social, conduziu seus 15 minutos de palco com firmeza, sensibilidade e profundidade, falando sobre sua história de vida e atuação. Sua narrativa combinou vivência pessoal, defesa da inclusão e coragem para transformar a própria trajetória em ferramenta de impacto. A força da mensagem conquistou tanto o júri — formado por Gabriela Prioli, Fabrício Carpinejar, Martha Gabriel e Luis Justo — quanto o público presente no evento, transmitido ao vivo pelo YouTube.
 


Martha Gabriel (esq), Fabrício Carpinejar, Gabriela Prioli e Luis Justo. Crédito: Carolina Ferronato


A trajetória de Betty já chamava atenção antes do reality. Em 2020, ela e a irmã, Brenda Agi — ambas autistas — foram reconhecidas pela Organização das Nações Unidas entre as 100 pessoas negras mais influentes do planeta. Moradoras de Anápolis (GO), fundaram a ONG Compaixão Internacional, que distribui chinelos a comunidades em situação de vulnerabilidade. A semente do projeto surgiu após uma viagem de voluntariado à África, em 2011, quando perceberam que muitas crianças não tinham o que calçar.


No palco do TBS, Betty retomou esse percurso e relembrou figuras que a inspiram, como Rosa Parks, símbolo da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Ao receber o prêmio, emocionou o público ao afirmar: “Se você quer fazer história, não importa se vai fazê-la sentado ou em pé. Faça tudo o que puder, do jeito que puder, para que outros possam fazer também. Hoje eu dei meu passo. E desejo que vocês também deem os seus.”


Diversidade regional e temática

A final reuniu 10 competidores de diferentes regiões, idades e formações — de médicos e poetas a especialistas em diversidade, marketing e empreendedorismo. Histórias reais, temas contemporâneos e vivências pessoais deram o tom da disputa, que apresentou reflexões sobre saúde mental, criatividade, crenças sociais e superação.


Para Luis Justo, jurado e CEO do Rock in Rio, a pluralidade foi o ponto alto. “Ouvimos histórias mobilizadoras hoje. Que esse programa inspire as pessoas a usarem as ferramentas que têm, ou que desenvolveram ao longo da vida, para colocar seus sonhos no mundo.”

Disputaram o título:

  • Bárbara de Oliveira Ribeiro (AL) – advogada e ativista contra assédio moral e sexual
  • Betty Agi (GO) – biomédica e ativista do autismo e inclusão
  • Bruna Felix (CE) – empreendedora e fundadora da Por Minha Conta
  • Bruno Benites (SP) – médico palestrante sobre saúde mental e equilíbrio
  • Celysa Hirt (SC) – consultora e especialista em diversidade e cultura organizacional
  • Diohene Lourenço (CE) – empreendedor e especialista em branding
  • Felipe Rima (CE) – poeta e palestrante sobre motivação e superação
  • Leandro Vidal (MA) – diretor da Bumba Escola, referência em comunicação autêntica
  • Renan Sousa (DF) – publicitário e especialista em marketing digital
  • Vinicius Gambeta (SC) – criador da Agência de Bolso, referência em criatividade
     

Para o idealizador do reality, Márcio Spagnolo, CEO da PSA, esta edição reforça o avanço do mercado brasileiro de palestras: “A diversidade regional e temática mostra a força desse movimento e o amadurecimento de um setor que transforma vidas pela comunicação. O TBS, mais do que uma competição, é uma plataforma de visibilidade para pessoas que têm algo extraordinário a dizer.”


Encerrando a temporada, o The Best Speaker Brasil 2025 reafirmou o poder das histórias — e provou que, às vezes, é no silêncio que surgem os discursos mais potentes. Betty Mae Agi leva para casa R$ 1 milhão em prêmios e ingressa no grupo de novos nomes de referência da oratória no país.


Sobre a PSA

Com 13 anos de atuação no mercado de palestras, a PSA é referência na curadoria de conhecimento de alto nível. Reconhecida pela excelência na logística e pela escolha criteriosa de palestrantes nacionais e internacionais, a empresa desenvolveu uma metodologia própria que une conteúdo técnico a experiências práticas, proporcionando alto engajamento e retenção.





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