Especialista em assessoria de pequenas empresas, Cristiane Almeida explica que erros ou atrasos na declaração podem ocasionar a suspensão de CNPJs, bloquear recursos e paralisar projetos sociais.
Segundo projeções da Receita Federal, cerca de 44
milhões de declarações devem ser emitidas até a última sexta-feira de maio,
29. Entre os contribuintes, gestores e profissionais do terceiro setor se
preparam para colocar os registros fiscais na ponta do lápis, no entanto, os
impactos em errar ou atrasar a emissão podem ser críticos para o
segmento.
Não declarar corretamente o imposto de renda significa
enfrentar restrições fiscais, bloqueio de benefícios e impedimentos legais
que comprometem a atuação de organizações e a continuação de projetos
sociais. Pequenas falhas no envio das informações podem suspender
temporariamente o CNPJ, impedir a participação em editais e
gerar multas às companhias.
Nesse cenário, a diretora da ‘Brasís
Contabilidade’ e especialista em assessoria de pequenas empresas, Cristiane
Almeida, revela que os erros mais comuns são: omissão de doações
recebidas; falta de atualização cadastral; preenchimento incorreto das receitas
e despesas; além do atraso no envio das declarações.
“Pequenas inconsistências podem travar a organização e
prejudicar atividades sociais importantes. A atenção aos detalhes é
fundamental. Falhas nos registros podem gerar multas, atrasos na prestação de
contas e até questionamentos de órgãos de fiscalização, afetando à
credibilidade junto a doadores e parceiros. O planejamento antecipado evita que
problemas aparentemente simples se tornem crises que colocam projetos sociais
inteiros em risco”,
diz Cristiane Almeida.
Para evitar problemas com o imposto de renda, a
profissional recomenda conferir e manter atualizados todos os registros
contábeis e extratos de doações, declarar corretamente todos os recebimentos e
também avaliar o repasse financeiro.
“Os profissionais do terceiro setor devem rever a prestação
de contas de subvenção e projetos em andamento, integrar os relatórios
financeiros ao sistema contábil da organização e identificar a natureza de cada
receita e despesa. É preciso regularizar o cadastro do presidente, membros e
responsáveis legais, atentar para os prazos finais de envio da declaração e
contar com suporte contábil especializado para prevenir inconsistências e
autuações”, explica.
Seguir essas recomendações, segundo Cristiane, garante
a conformidade fiscal e a credibilidade das organizações frente a
parceiros e órgãos de fiscalização. “Com atenção e planejamento, é possível
evitar surpresas desagradáveis e manter a saúde financeira e fiscal do terceiro
setor”, conclui.
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