Pular para o conteúdo principal

Estratégia inteligente para quem valoriza o dinheiro!

Acreditar no próprio futuro não é fantasia. É decisão. Isso é visão. Isso é construção. Isso é entender que o tempo passa e que você pode usá-lo a seu favor. Sonhos não se realizam por acaso. Eles se constroem com estratégia, disciplina e planejamento. E é exatamente sobre isso: Usar o tempo como aliado, organizar recursos, plantar hoje para colher com força amanhã. Porque não é sobre ter agora. É sobre decidir que você vai ter e criar o plano para isso. Fale com o Eder Duarte -  https://www.instagram.com/eder.duarte_/    (11)97623-1048

78% das mulheres afirmam que empresas ainda deixam a equidade de gênero em segundo plano, aponta pesquisa

 Pesquisa Infojobs 2026 revela lacunas em equidade salarial, apoio à dupla jornada e oportunidades igualitárias, sinalizando uma barreira social


 

A maioria das mulheres ainda percebe lacunas nas ações de equidade de gênero dentro das empresas. Segundo a Pesquisa Panorama da Mulher no Mercado de Trabalho 2026, do Infojobs, 78% das mulheres afirmam que temas como igualdade salarial, apoio à dupla jornada e oportunidades iguais não recebem atenção suficiente no ambiente corporativo. Apenas 22% acreditam que suas organizações lidam com essas questões de forma adequada.
 

Para Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, o dado não é apenas um alerta social, mas também estratégico: “Empresas que não monitoram e atuam de forma efetiva sobre equidade e inclusão correm o risco de perder talentos e reduzir engajamento. Não se trata apenas de cumprir metas de diversidade, é gestão de capital humano com visão de negócios.”
 

O levantamento evidencia que, mesmo em setores com políticas formais de diversidade, há uma diferença entre intenção e prática.“É comum que políticas estejam no papel, mas a execução ainda falha na prática. Mulheres relatam que oportunidades de crescimento são condicionadas a expectativas diferenciadas e que projetos estratégicos são acompanhados de cobrança maior, um fenômeno que mina confiança e motivação. Em muitos casos, as empresas acabam apenas reproduzindo dinâmicas que já existem na sociedade, em vez de assumirem um papel ativo como promotoras de mudança. Historicamente, essas cobranças adicionais sempre foram mais direcionadas às mulheres, o que evidencia como certos padrões ainda permanecem presentes na cultura organizacional e precisam ser revistos de forma consciente.”
 

Segundo o estudo, essas lacunas são ainda mais críticas para mulheres de grupos minorizados. Entre pretas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência, a percepção de falta de oportunidades de crescimento é mais latente, o que demonstra que programas universais de diversidade não eliminam barreiras estruturais.
 

“Se a inclusão não for estruturada o efeito sobre o negócio é limitado e perde-se potencial de inovação e performance”, comenta Prado. A pesquisa também mostra que o teto de crescimento e a autocensura estão diretamente ligados à percepção de baixa atenção corporativa a essas questões.
 

Mulheres ajustam seu comportamento para evitar riscos reputacionais e erros, impactando decisões estratégicas e resultados organizacionais. “O custo da não-equidade não é só social, é econômico. Empresas perdem competitividade quando talentos não podem se desenvolver plenamente”, alerta Prado.
 

Quanto à gestão, os dados indicam que é preciso monitorar indicadores de diversidade com rigor, criar canais de mentoria e feedback que funcionem na prática, e implementar políticas que considerem a realidade diária do trabalho feminino desde apoio à maternidade e flexibilidade até critérios claros de promoção e distribuição de projetos estratégicos.
 

“As empresas precisam traduzir equidade em ações concretas. Quando as mulheres percebem que seus direitos e oportunidades são tratados de forma superficial, o resultado aparece em diferentes dimensões da organização, como menor retenção, queda de engajamento e enfraquecimento da confiança institucional. Promover equidade é uma resposta a uma demanda social histórica por ambientes de trabalho mais justos e representativos. E, no contexto corporativo, ignorar essa agenda também significa abrir mão de diversidade de perspectivas, de inovação e de decisões mais qualificadas, fatores cada vez mais centrais para a sustentabilidade das organizações”, conclui Ana Paula Prado.


Imagem de hary prabowo por Pixabay


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Porto: Prémio “Estrela do Atlântico” terá terceira edição em 1º de março

 A terceira edição do Prémio Estrela do Atlântico será realizada em 1º de março (domingo), no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, numa cerimónia voltada à comunidade brasileira residente na Europa. A iniciativa tem como objetivo, segundo os seus organizadores, “reconhecer trajetórias de brasileiros estabelecidos no continente”. Segundo apurámos, o evento prevê a entrega de troféus, apresentações musicais e participação do público por meio de votação online, que, segundo os seus responsáveis, já ultrapassou 40 mil votos. Organizado pelo brasileiro Higor Cerqueira, o prémio reúne nesta edição 112 influenciadores digitais de diferentes países europeus, com um alcance somado de mais de 13 milhões de seguidores nas redes sociais. Além deles, 24 empresários integram a lista de nomeados.  As premiações estão divididas em duas classes: Personalidades em destaque e empresas e negócios, com categorias definidas a partir das indicações recebidas. A organização afirma que os ingressos estão ...

Treinamento presencial “Vença o Medo e Liberte a Sua Emoção” acontece no dia 22 de março

No próximo dia 22 de março , será realizado o treinamento presencial Vença o Medo e Liberte a Sua Emoção , um encontro transformador voltado ao autoconhecimento, à comunicação consciente e ao fortalecimento dos relacionamentos. O evento será conduzido pelo jornalista e mentor de oratória Claudio Palermo e pela psicanalista Angélica Palermo , profissionais que unem experiência em comunicação e desenvolvimento humano para proporcionar uma experiência prática e reflexiva aos participantes. A proposta do treinamento é ajudar pessoas a compreenderem suas emoções, superarem bloqueios internos e desenvolverem uma comunicação mais segura, clara e autêntica. O encontro reunirá um público engajado e interessado em temas como: Desenvolvimento humano Inteligência emocional Comunicação assertiva Relacionamentos saudáveis Além da experiência imersiva, o evento também está aberto a parcerias com marcas que compartilhem valores humanos, éticos e alinhados ao crescimento consciente. Os ingressos já es...

“Gestão de pessoas é ativo estratégico nas empresas lusófonas”, defende Pedro Ramos

 As empresas em Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique enfrentam um ciclo de transformação marcado por exigências crescentes de competitividade, retenção de talento e adaptação cultural. Neste cenário, dispor de equipas tecnicamente competentes deixou de ser suficiente.  O desafio central passou a ser o desenvolvimento de competências humanas sólidas, consistentes e replicáveis em toda a organização, capazes de sustentar resultados no médio e longo prazo. É nisto que Pedro Ramos, especialista português, acredita, razão pela qual defende a metodologia “Dale Carnegie” que, na sua opinião, “surge como um factor diferenciador para as empresas lusófonas”. “Com mais de um século de aplicação contínua e presença em dezenas de países, o modelo assenta numa abordagem estruturada e validada, orientada para a transformação de comportamentos no quotidiano das organizações, indo além de acções pontuais de motivação. O foco está na mudança prática, mensurável e sustentada, alinhada com o...