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Aprovado em Yale, estudante manauara cria instituto para revitalizar línguas indígenas e é destaque na COP30

 Fundador do ISLA Amazônia, o jovem é um dos representantes da região na COP30, levando a pauta da sustentabilidade linguística ao debate climático global




Dra. Noemia Ishikawa, pesquisadora de micologia do INPA; Juliano Dantas Portela; Cristina Quirino, tradutora de Tikuna e estudante no INPA e Dra. Ruby Isla Vargas, pesquisadora de micologia no INPA

 

São Paulo, janeiro de 2026 - Aos 18 anos, o manauara Juliano Dantas Portela chegou a um patamar raro entre jovens brasileiros: foi aprovado em quatro das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos e transformou a conquista acadêmica em plataforma para um projeto pioneiro de preservação linguística na Amazônia. Agora, à frente do Instituto de Sustentabilidade Linguística da Amazônia (ISLA Amazônia) e participante da COP30, ele consolida uma trajetória que une tecnologia, pesquisa e compromisso cultural.

 

Ex-aluno de destaque do Colégio Militar de Manaus, ele desenvolveu ainda no ensino médio o Linklado, teclado digital com caracteres de mais de 50 línguas indígenas amazônicas, antecipando o interesse por tecnologia aplicada à preservação cultural. A maturidade intelectual o levou, em seguida, ao processo seletivo de universidades americanas, no qual alcançou aprovações em Yale University, University of Pennsylvania, Northwestern University e Dartmouth College, resultados apoiados pelo Prep Program, programa gratuito da Fundação Estudar que o orientou durante a candidatura.

 

Em 2023, Juliano optou por Yale, onde cursa Ciência da Computação e pretende aprofundar-se também em linguística, área que sustenta o propósito maior de sua atuação. Do encontro entre essas duas frentes nasceu o ISLA Amazônia, dedicado à documentação de línguas indígenas, ao desenvolvimento de tecnologias inclusivas e à criação de conteúdos educacionais que ampliem a presença dessas línguas no ambiente digital. O trabalho contempla famílias linguísticas como Tukano, Tikuna e Sateré-Mawé, sempre a partir do respeito às autodenominações e especificidades culturais.

 

Esse esforço ganha novo alcance em 2025, quando Juliano leva a pauta da sustentabilidade linguística à COP30, em Belém. Sua presença na conferência reforça a importância de inserir a conservação das línguas amazônicas no debate climático global, destacando o papel da diversidade cultural como dimensão essencial da preservação ambiental.

 

Ao refletir sobre o impacto que pretende gerar, Juliano resume sua ambição com clareza e senso de propósito. “Sonho em revolucionar o mundo abrindo a próxima Tech Giant de inteligência artificial e modelos de linguagem e ajudar a fazer do mundo um lugar melhor com o recurso angariado”, afirma Juliano.

 

Sobre a Fundação Estudar

 

A Fundação Estudar é uma organização sem fins lucrativos que impulsiona o potencial de jovens talentos brasileiros a cada nova geração, para que liderem transformações relevantes nos mais diversos setores do país. Fundada em 1991, sua comunidade conta com mais de 900 fellows em diferentes fases de carreira, que receberam não apenas apoio financeiro para estudarem em instituições de excelência no Brasil e no exterior, mas também apoio vitalício para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

 

Entre suas iniciativas, a Estudar também conta com o Prep Program, preparatório gratuito para estudantes do ensino médio que sonham ingressar nas melhores universidades do mundo, e um portal digital que democratiza informações de qualidade, inspirando milhares de jovens brasileiros a ambicionarem oportunidades de estudo em instituições de ponta no Brasil e no mundo. A Fundação Estudar reafirma, assim, sua missão de criar oportunidades para gente boa agir grande e transformar o Brasil.



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