Empresas se unem em apoio ao filme MANAS na disputa pelo Oscar para reforçar o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
Carta aberta assinada por lideranças empresariais defende a indicação do longa metragem para sensibilizar a sociedade a enfrentar uma das formas mais graves de violência no país
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Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2025 – Cerca de 70 empresas de diferentes setores se uniram em apoio à indicação ao Oscar do filme MANAS, longa-metragem de ficção dirigido pela cineasta pernambucana Marianna Brennand, que retrata a dura realidade da violência sexual contra meninas na Ilha de Marajó, no Pará. A mobilização busca ampliar o debate público sobre o tema e sensibilizar a sociedade para a urgência de enfrentá-lo.
O apoio coletivo foi formalizado por meio de uma carta aberta, disponível clicando aqui, assinada por líderes como Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil; Laís Peretto, Diretora Executiva da Childhood Brasil; Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta; Clarissa Sadock, CEO da Comerc Energia; e Ernesto Pousada, presidente da Vibra. O documento reforça a necessidade de unir esforços para combater um dos problemas mais graves e silenciados do país.
“Dar visibilidade a essa causa urgente, que atinge tantas crianças e adolescentes, é fundamental. Em março deste ano, unimos forças com o Grupo Mulheres do Brasil, a Childhood Brasil e o Instituto Liberta para lançar o Movimento Violência Sexual Zero — uma iniciativa que reforça nosso compromisso em enfrentar esse problema de forma estruturada e permanente. Todas as ações e esforços para proteger nossas crianças precisam ser priorizadas. O filme Manas tem um papel poderoso nesse sentido, por meio da cultura é possível sensibilizar e mobilizar para que essa causa não seja silenciada”, afirma Ernesto Pousada, CEO da Vibra.
No Brasil, oito crianças ou adolescentes são vítimas de exploração sexual a cada hora, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024. A subnotificação é alarmante: apenas 8,5% dos casos chegam a ser denunciados (IPEA - 2023). Além disso, levantamento da Polícia Rodoviária Federal identificou mais de 17 mil pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes em rodovias federais (Mapear 2023/2024). As estatísticas expõem a gravidade do problema.
Diante desse cenário, MANAS surge não apenas como obra cinematográfica, mas como um instrumento de mobilização social. Pré-selecionado pela Academia Brasileira de Cinema para disputar a indicação ao Oscar 2026, na categoria de Melhor Filme Internacional, o longa reforça o poder da arte como agente de transformação, dando visibilidade a uma realidade que não pode mais ser ignorada.
"O filme MANAS dá voz a uma realidade que o Brasil não pode mais ignorar. A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma das formas mais cruéis de desigualdade e precisa ser enfrentada com coragem, união e compromisso coletivo. Apoiar essa obra é também apoiar um movimento de transformação social, que rompe o silêncio e coloca a proteção da infância no centro das nossas prioridades", destaca Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil.
“Há oito anos o Instituto Liberta trabalha para fazer o Brasil falar sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, afinal, seis registros por hora de estupro de menores de 14 anos não pode ficar invisível. O filme Manas é lindo e merece representar o Brasil no Oscar. E a causa merece essa visibilidade”, diz Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta.
“A arte e a cultura são ferramentas poderosas de mobilização da sociedade. E a indicação do filme Manas representa uma oportunidade de jogar luz sobre uma causa urgente e pela qual a Childhood atua globalmente há 26 anos, fomos pioneiros na luta contra o abuso sexual de crianças e adolescentes", ressalta Laís Peretto, Diretora Executiva da Childhood Brasil.
Sobre o Movimento Violência Sexual Zero
O Movimento Violência Sexual Zero é uma iniciativa que reúne empresas e organizações da sociedade civil, como o Grupo Mulheres do Brasil, Childhood Brasil e Instituto Liberta e tem o apoio da Vibra. O objetivo é atuar em rede, promovendo informação qualificada, sensibilizando lideranças e estimulando práticas efetivas de proteção nos ambientes corporativos. Mais de 180 organizações já aderiram à iniciativa, o que reforça o papel transformador que o setor privado pode, e deve, exercer na proteção da infância e da adolescência. Empresas interessadas em fazer parte dessa mobilização nacional podem aderir ao Movimento no site: https://violenciasexualzero.
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