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Ganhar em dólar, operar do Brasil: a proposta ousada da Polar Shake

 Fundada por brasileiros, a rede oferece operação internacional com gestão remota, atraindo quem busca investimentos com baixo risco e alta praticidade

A busca por alternativas de investimento em dólar, sem a necessidade de migrar ou mudar de país, tem crescido entre brasileiros que desejam diversificar seu portfólio e acessar mercados mais estáveis. Segundo dados da Anbima (2024), o número de brasileiros com aplicações no exterior cresceu 32% nos últimos dois anos, especialmente em ativos vinculados à economia real, como franquias e licenciamento de marcas.

É nesse cenário que modelos como o da Polar Shake, rede de milkshakes criada por brasileiros nos Estados Unidos, vêm despertando o interesse de investidores que querem operar fora do Brasil — sem abrir mão da estabilidade de viver aqui. Fundada com a proposta de unir um produto visualmente atrativo a um sistema de operação simplificado, a marca conquistou espaço em cidades como Orlando, Miami e Atlanta e chamou a atenção não só pelo cardápio, mas por uma inovação no modo de gerir o negócio: a gestão terceirizada 100% remota.

Funciona assim: o investidor brasileiro licencia a unidade e, mediante uma taxa fixa mensal, não precisa se envolver diretamente na operação. A franqueadora se responsabiliza por tudo — do recrutamento e treinamento da equipe local, à gestão de estoque, operação, controle de vendas e atendimento diárioAo final de cada mês, o diretor financeiro da rede realiza uma videoconferência com o investidor para apresentar o fechamento completo do período, com transparência e clareza.

“Sabemos que muitos brasileiros sonham em empreender nos EUA, mas nem sempre têm disponibilidade, tempo ou estrutura para migrar. Pensamos esse modelo justamente para viabilizar esse movimento de forma segura, transparente e simples”, explica Silvania Loureiro, head de operações da marca.

A proposta da Polar Shake conversa diretamente com uma nova geração de investidores globais — que busca ativos reaisgestão simplificada e renda em moeda forte, mas sem precisar deixar sua base familiar e profissional no Brasil. A marca, que já conta com 03 unidades em operação, e mais 5 unidades em obras e processo de inauguração, e tem atraído investidores de diferentes perfis: de empresários com outras frentes de negócio a executivos em busca de renda passiva e até famílias que visam um projeto de longo prazo.



O produto, milkshakes criativos, coloridos e altamente instagramáveis, também faz parte do apelo. Em um mercado onde a experiência sensorial é fator de decisão, o visual dos copos, a ambientação das lojas e a linguagem visual da marca conversam com o comportamento do consumidor americano, especialmente nas regiões turísticas da Flórida.

Mas é o modelo de operação que tem fascinado investidores: com estruturas enxutas, unidades compactas e padronização operacional, a rede mantém o controle centralizado e permite escalar com segurança. “É uma nova forma de internacionalizar o investimento brasileiro. Em vez de exportar apenas capital, exportamos também visão de negócio”, comenta Loureiro.

Para especialistas em franchising e expansão internacional, o modelo da Polar Shake é sintomático de uma tendência maior: marcas brasileiras com inteligência operacional própria, prontas para crescer fora do país com soluções que respeitam a realidade de seus investidores. Com faturamento anual acima de meio milhão de dólares e novos projetos em andamento, a rede agora avalia levar o modelo para outros países — mantendo o modelo remoto como carro-chefe.

Raio X

·         Investimento inicial total estimado: a partir de $125 mil dólares

·         Faturamento médio mensal: de $15.000 a $60.000 mil

·         Prazo de retorno: 24 a 30 meses

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